Arquivo de julho \28\UTC 2011

Caprichosamente destruindo nossas retinas.

Ano passado, pra quem não lembra, houve aquele lastimável concurso para descobrir quem seria o 4º VDG da Capricho. Apesar de eu sempre acreditar que a equipe da Capricho não ia muito com a minha cara – muito disso vinha do fato de eu constantemente sacanear os colírios, ai ficava com uma pulga atrás da orelha pensando “hm, será que eles descobriram?” – participei do negócio, mais por diversão do que pelo próprio intuito de ganhar. Ocorreu que minha participação obteve um término prematuro quando, logo após ficar entre os 100 escolhidos, a Capricho me pos para concorrer contra o Renan Grassi na Batalha de Colírios – que, pra quem não lembra, foi o campeão da bagaça. Isso só serviu para reforçar a idéia de que a capricho não gosta de mim, então abdiquei de vez do meu rótulo de DELÍRIO (digievolução dos colírios) e voltei a ser um blogueiro deslocado e ignorado como qualquer outro.

Uma coisa que ficou clara no concurso do ano passado foi, justamente, que era tudo premeditado. Todos os passos e etapas do concurso eram combinados, e eles provavelmente já sabiam o campeão muito antes de sequer começar o concurso. Quando passei para segunda fase, a Capricho me mandou um contrato e logo de cara isso ficava óbvio – “não serão escolhidos os 10 mais votados, e sim os 10 que se encaixarem melhor nos padrões Capricho, padrões estes julgados por nossa equipe”, a.k.a. “estamos promovendo essa votação para ganhar divulgação, mas quem vai pro programa nós escolhemos”.

E, de fato, foi o que ocorreu – nenhum dos 10 mais votados foi pro programa.

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Vou destruir sua infância neste texto.

Eu acho que todos concordamos que a geração da década de 90 foi a que teve a melhor infância, né? Como se não bastasse o advento da Internet ter explodido justamente na nossa pré-adolescência, nós acompanhamos de perto o crescimento de todas as grandes emissoras de tv infantil, tais como Cartoon (criado em 1992), Fox Kids (1995) e Nickelodeon (1995). Diga-me-lá, você consegue imaginar a sua infância sem Cartoon Network? Sem assistir Toonami às 18:00, seguido por Digimon na Fox Kids e fechar com Disney Cruj? Era uma programação tão boa que até o meu irmão, 7 anos mais velho, assistia aos desenhos junto comigo e talvez até com mais entusiasmo do que eu mesmo.

Hoje em dia, com a Internet, a televisão perdeu espaço, pelo menos pra mim, e tenho certeza de que pra muitos de vocês também. Por isso é que lhes dou um aviso e espero que vocês o atendam com muita atenção: se você gosta da sua infância, nunca pesquise sobre os desenhos que você via no google.

Irá destruir, sem dó nem piedade, todas as suas lembranças e recordações dos desenhos e canais. Não acredita? Vamos lá.

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Evolução literária.

Então. Aqui em casa nós temos um pequeno (bem discreto e singelo) hábito de leitura. Meu irmão foi educado desde sempre com livros do Monteiro Lobato e Turma da Mônica. Na minha época não tinham mais essas coisas, minha geração foi educada assistindo Dragon Ball Z no Toonami e meu pai nunca quis assinar a Revista Recreio pra mim. O primeiro livro (se é que se pode chamar assim) que eu comprei À VERA para ler por livre e espontânea vontade foi um da turma da Mônica em que o Cebolinha era o Pedro I e contava a história da transmigração real para o Brasil e a consequente Independência. Isso foi quando eu tinha uns 9 anos. Lembro que meus pais tavam com pena de mim por que eu tava com uma pereba horrenda no nariz e o tratamento era dolorido pra carolhas. Saindo do consultório médico, eles me ofereceram um presente pra me animar e eu escolhi um Kibe no China e a revista.

Lembradores lembrarão.

(Aliás, faço este pequeno adendo para divulgar a minha greve de Chinas. Por mais tentador que seja a imagem de uma chinesa perguntando se eu não quero um pastel de flango com catupily, não freqüento mais Chinas em protesto pelos chineses malditos terem tirado o Conca do Fluminense).

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#Partiu piscinão?

[OBS] O WordPress filho duma puta gorda e pelancuda deu erro e deletou o último post. Batam nele.

Falando em ar novo, me mudarei, amiguinhos. Sim. Infelizmente. Também não gosto da idéia. Nem um pouco. Na verdade, a idéia de ter dor de barriga no meio do shopping de Madureira me parece mais atraente do que a idéia de me mudar. Mas é o veredicto – meus pais encheram o saco deste vilarejo industrial que é Ramos/Bonsucesso e decidiram meter o pé para as longínquas terras do Méier. No máximo em dois meses estarei tão, tão distante deste local que me acolheu por 6 anos.

Em fato, Méier fica apenas há 20 minutos da minha atual residência, e, na esquina, tem o ponto final de um ônibus que passa na esquina desta. Além de que o prédio novo é muito mais bem localizado, o apartamento é pura chiqueza, tem piscina, gente bonita, gente educada (coisa difícil aqui em Ramos), fica há duas ruas da estação de trem, uma rua do centro comercial do Méier e um quarteirão do Engenhão. Por favor, não vão me caçar por lá.

Por uma desgraçada manobra do destino, semana passada fui me inscrever no curso Miguel Couto, um dos mais badalados cursos preparatórios das terras cariocas, e eis que a única sede do curso que tinha vaga era a do Méier, que fica a não mais do que 10 minutos da minha futura casa.  No fim do ano, me formarei e toda a minha vida em Ramos/Bonsucesso estará finalizada. Minha vida no Méier começará do 0.

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Favor limpar o pinto antes de entrar.

Vocês podem não saber, mas esta casinha calculista já foi uma mansão calculista, quiçá uma casa-de-eike-batista calculista. Sim, sim. Juro. Este site remelento que é lido por vós já teve uma média de 3 mil e não sei quantos views/day, já me rendeu dinheiro o suficiente para subornar mulheres a me proverem prazeres sexuais e abrir minha própria rota de tráfico de cocaína com a Colômbia,  além de ter me proporcionado aquela faminha que vocês já devem estar cientes.

Hoje em dia a história não é mais tão brilhante assim. Todo bom artista – digo isso me considerando um artista, com especialização em fazer porra nenhuma de útil, o que é um dos princípios básicos do manual de “Dicas para ser um artista de merda no século XXI” disponíveis exclusivamente na Nerdecalculista’s Store  – tem o seu auge.

R$29,99 no stand

Alguns morrem durante o auge, como Renato Russo, Cazuza, Kurt Cobain e a Lacraia (principalmente a Lacraia diva), e se consagram como ídolos eternos. Outros não morrem, continuam trabalhando, se esforçando pra se manter no auge, mas invariavelmente acabam num beco escuro, solitário e pagando boquetes em banheiros de metrô para pagar o quarto de hotel em que estão hospedados.

Como vocês podem ver, eu estou vivo.

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Orkontro: um evento para não se ir

Que o jornalismo brasileiro é demasiado ruim e repetitivo, qualquer um com o mínimo de senso crítico sabe. O que é até bom, afinal, quando eles tentam fazer matérias diferentes… bem, surgem coisas como

Convenhamos, é melhor eles serem repetitivos.

Uma das notícias que corriqueiramente chega ao Jornal Nacional, principalmente depois da popularização da internet entre a parcela retardada da população e a criação de lan houses com descontos para quem bater o récorde do CS, é a de adolescentes mongolóides marcando encontro com estranhos pela internet que acabam tendo seus furicos anais desbravados por velhos peludos.

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Tonhão e Révson – o futuro da seleção brasileira

Não são lá muitas as coisas em que os brasileiros são realmente bons, mas há de se conver que em três eles são exímios – futebol, enforcar feriado e gerar mulher gostosa. Na última sexta feira, decidimos juntar isso tudo. Menos as mulheres gostosas, já nenhuma aceitou nosso convite pra jogar uma pelada no feriado.

Trajado de meu manto tricolor da temporada passada, meu allstar rasgado e o short que eu usava pra jogar futebol quando tinha 11 anos, fui até o campo em que os moleques da escola alugaram pra fazer história. Pois eu não “jogo futebol” como todos os outros seres humanos subalternos. Eu faço história.

Meu aparato de feitura em massa de gols.

Lá chegando, já me surpreendi – os filhos da puta haviam chamado centenas de desconhecidos na espectativa de ninguém aparecer. Eis que TODO MUNDO apareceu e resultou em quase 30 cabeças dividindo um único mini-campo de grama sintética fodida. Fodida por que na noite anterior havia chovido e, além de ser uma grama vagabunda e com buracos, estava enxarcada. Sentei na lateral pra descansar e fiquei com a bunda molhada por duas horas.

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Atualmente:

Música: Canção da Noite
Banda: Fresno
Livro: Sherlock Holmes
Série:
How I Met Your Mother

Destaques

Um rolê em Madureira: 918 e 919 nunca tiveram uma diferença tão grande na minha vida. Essa diferença somado com a insano desejo do destino de me foder, causou uma peripécia de tremer as cuecas.

Ensino Médio deturpando sonhos:

Apesar do Ensino Médio ser repleto de conhecimentos babacas os quais nunca terão a menor utilidade em nossas vidas, ele pode desmentir algumas informações as quais fizeram você acreditar ser verdade por toda sua vida.

Adão era digno de respeito: Além de não precisar usar cuecas e dar a primeira bimbada da história, Adão ainda não precisa viver momentos constrangedores pelo fato de existir outras pessoas no mundo. Porque falamos tanto de Jesus tendo um herói bíblico desses?



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