Arquivo de janeiro \29\UTC 2013

Resenhas: “Quando Nietzsche Chorou” e “A Cura de Schopenhauer”

Eaí, rapaziada, coméquicêstão? Espero que estejam todos bem, se alimentando bem, cheios de saúde, fortes como o Marcello do BBB, fodendo como porcos no cio e ganhando dinheiro como o Eike Batista antes de, bem, começar a perder dinheiro pra caralho.

Eu to de férias. E o período sabático, tal como todos os anos, tem sido marcado por algumas atividades primordiais – dormir, comer, ler, ver filmes e jogar. Uma vez que eu, aparentemente, já esgotei toda a cota de filmes assistíveis da face da Terra, já acabei com a maior parte da dispensa de casa e meu cérebro está prestes a explodir de tantas horas dormindo, me vejo devorando livros com um apetite nunca antes visto e jogando League of Legends como se minha vida dependesse disso (ou como se eu não tivesse vida, o que é mais provável).

Quanto ao League of Legends, a única coisa que tenho a dizer é: joguem. Não tenho mais nada a dizer. Apenas um aviso – esteja ciente de que será o fim da sua vida. Eu nunca usei crack, mas posso dizer com uma certa firmeza que LoL vicia muito mais que as pedrinhas. Você pode considerar essa minha constatação infundada, mas, veja bem, não é preciso usar crack para constatar coisas sobre ele, tal como não é preciso pular do décimo quinto andar de um prédio pra constatar que você morreria vergonhosamente ao chegar no chão.

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Rapidinhas sobre gente chata pra caralho.

Queria começar dando um aviso a essa rapaziadinha “educada” do Brasil: vocês são chatos pra caralho.

Uma situação em especial me fez chegar a essa conclusão – que eu já havia chegado centenas de outras vezes, afinal, pessoas “educadas” são, na falta de uma palavra mais ofensiva, insuportavelmente escrotas pra caralho.

Vamos supor que vocês são motoristas de ônibus. Seu trabalho é ficar sentado entre 10 a 12 horas (dependendo da quantidade de horas extras que você faz pra pagar o leite da tua quinta filha, a Rosiclaine) andando de um lado pro outro. E então, entra aquela criatura odiosa, politicamente correta e integralmente de bom humor, e lhe profere um sonoro “Bom dia!”. Você se vê na obrigação de responder o bom dia, fingindo um ânimo que não tem, afinal, está há 3 dias sem dormir, emendando hora extra em hora extra nos 4 empregos que não são o suficiente pra pagar a aparelho dentário do terceiro filho do primeiro casamento, o Roberto Carlos (nome dado em homenagem ao jogador, não ao cantor).

Agora imaginem que, em um país boiolinha como é o Brasil, centenas de pessoas diariamente são politicamente corretas babaquinhas metidas a “educadas” e proferem “bom dia” ao motorista. Descartando o fato de que desejar bom dia pra alguém já é babaca por si só – afinal, ninguém ta realmente desejando bom dia pra ninguém, e, ainda que desejasse, não faria a menor diferença -, a pessoa está apenas servindo pra piorar o dia do cara, que terá que juntar todos os resquícios de paciência pra fingir alguma educação respondendo o bom dia da pessoa.

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Mission accomplished.

Um abraço a todos que fizeram cursos que não queriam e me sacanearam por perder um ano no pré vestibular! õ/

Se praia fosse bom, seria paga.

Senhores, eu perdi a virgindade.

Não, não, eu não comi ninguém não. Meu hímen continua intacto. A virgindade a qual me refiro é aquela famigerada e iconoclasta virgindade que muitas pessoas sequer tem capacidade mental pra acreditar na existência. Sim, senhores.

Eu fui pra praia totalmente sóbrio.

E eu fiquei nela. Na areia, no mar, na orla. Tomei sol – estou queimado até agora -, vi bastante bunda metralhada, bastante gente barriguda e peluda com os mamilos de fora, bastante gente gorda fazendo vexame na água. Tive uma experiência praística completa. E agora eu posso lhes dizer com toda a certeza e humildade que eu consegui juntar nesses 18 anos – alguma função do sistema nervoso deve estar muito comprometida em todas as pessoas que dizem gostar de praia.

Cacete! Cês já pararam pra pensar no que é uma porra de uma praia? Imagino que a maioria das pessoas que dizem que “amam praia” o fazem por dois motivos – ou nunca estiveram em uma praia e saem por aí dizendo isso da mesma forma que menininhas de 15 anos dizem que amam Londres, ou já estiveram e simplesmente não tem capacidade mental o suficiente pra discernir que aquilo é uma merda, ainda que a maior parte das pessoas digam que é legal.

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O escritor descolado e modinha de 2013: Bukowski.

Imagino que os senhores já estejam cientes de que o brasileiro é um bicho realmente estúpido e pragmático. Digo pragmático pois, ainda que ele tente não ser (e ache fielmente que não é), todas as atitudes dele são tão óbvias e estúpidas que acabam formando um ciclo de estupidez infindável. E o pior de tudo é que eles são ainda mais repetitivos justamente quando tentam ser diferentes.

Gosto de chamar esse grupinho descolado que tenta ser inovador – mas invariavelmente acabam caindo no abismo de repetição – de hipsters. Antes eu os chamava de pseudohipsters, mas eis que se tornaram uma maioria tão esmagadora, que usurparam o codinome de hipsters, e os antigos hipsters tru é que hoje em dia são os pseudohipsters. Rola uma inversão de valores absurda derivada dessa rapaziada estúpida.

Os hipsters, os senhores já sabem, tem algumas características básicas que me privarei de dissertar sobre– aquela coisa do café, imagens preto e branco e citação de livros que não leram.

É sobre esse último quesito que esse texto aqui pretende abordar.

Não foi incomum nos anos de 2011 e 2012 nossas retinas estupradas por diversos textículos da Clarice Lispector e do Caio Fernando Abreu, o que eu achava ótimo, afinal, são (ou eram) grandes escritores. O problema em si é que a rapaziada que postava e disseminava essa porra nunca se deu ao trabalho de ler um livro sequer dos caras. A garotada colocava o nome dos caras no google, ia em O Pensador e metia no facebook o primeiro trecho que fosse “bacana o suficiente” e “pequenininho”, afinal, ler muito ia cansar seus cérebros virgens de informações úteis.

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Atualmente:

Música: Canção da Noite
Banda: Fresno
Livro: Sherlock Holmes
Série:
How I Met Your Mother

Destaques

Um rolê em Madureira: 918 e 919 nunca tiveram uma diferença tão grande na minha vida. Essa diferença somado com a insano desejo do destino de me foder, causou uma peripécia de tremer as cuecas.

Ensino Médio deturpando sonhos:

Apesar do Ensino Médio ser repleto de conhecimentos babacas os quais nunca terão a menor utilidade em nossas vidas, ele pode desmentir algumas informações as quais fizeram você acreditar ser verdade por toda sua vida.

Adão era digno de respeito: Além de não precisar usar cuecas e dar a primeira bimbada da história, Adão ainda não precisa viver momentos constrangedores pelo fato de existir outras pessoas no mundo. Porque falamos tanto de Jesus tendo um herói bíblico desses?



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