Arquivo para dezembro \19\UTC 2012

O dia em que eu me fodi. (completo)

Senhores, esta semana eu vivi dias que fizeram com que todas as minhas outras aventuras azarônicas estapafúrdias parecessem rolês no qual crianças de 13 anos vão ao cinema. Se hoje estou vivo para contar as histórias, devo confessar-lhes que é por muito, muitíssimo pouco, e por que uma cueca está em condições deploráveis em algum lugar deste mundo. Em fato, quando cheguei em casa, aproveitei uma refeição como nunca antes havia aproveitado – afinal, por muitos instantes achei que ela não ocorreria.

Digo isso com plena convicção pois nem mesmo no dia em que eu me perdi em um dos bairros mais fodidos do Rio de Janeiro numa sexta à noite sem dinheiro nem celular, nem no dia em que eu fui atropelado por uma van na calçada, eu quis tanto que um trovão caísse na minha cabeça – e vi uma possibilidade gritante disso acontecer.

Tudo ocorreu devido ao fato de eu simplesmente ter cagado em todos os meus princípios, posto-os junto à merda numa sacola de supermercado, jogado-os no lixo, derramado uma garrafa de Catuaba, ateado fogo, pisado nas cinzas e jogado-as na praia.

Aliás, é na praia que tudo começa.

Se tem uma coisa que me orgulho nesses 18 anos é a de nunca ter estado em uma praia totalmente sóbrio. A primeira vez que mergulhei no mar foi no reveillon deste ano, totalmente embriagado. Uma soma de traumas de família – morte por afogamente, câncer de pele, etc – resultaram na proibição dos meus pais com relação à praia. Como não me agrada areia, nem pessoas, nem sol, nem água salgada – o que, se vocês pensarem bem, é a definição exata de uma praia -, nunca me importei.

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Vocês ainda esperam…

…que eu escreva um texto, com essas coisinhas me olhando? Ah, tá.

O ataque das bestas feras

Como os senhores já bem sabem, esses dias meus pais ganharam um cão. O que acontece, no entanto, é que meus pais, no alto de suas mentes deturpadas, cuidam da besta como se se tratasse de um ser humano. E com “ser humano” eu quero dizer: a criatura se chama Izabel, tem um quarto só dela e “fica de castigo” e “toma esporro” quando faz xixi no chão.

Esse tipo de tratamento, somado a uma psicologia demagoga aprendida em programas da A&E e Discovery, fez com que meus pais se tornassem um tanto quanto heartless com a criatura. E, vejam bem, se eu considero a parada heartless – logo eu, que gostaria que todas as crianças fossem expostas a um precipício e coagidas a se jogarem -, é por que é realmente maléfico.

Quando posta de castigo e chora, o cão é prontamente ignorado pelos meus pais, afinal, “ela precisa sofrer pra aprender que não deve mijar no chão”.

Tento explicar que “mãe, pai, aquela criatura é um cão, não uma porra de uma criança”, mas eles se recusam a livrar-se de seus devaneios esquizofrênicos.

Pois bem, vamos aos flatos.

Era noite de uma quinta feira. Como o calor do RJ é insuportável nessa época do ano, me encontrava isolado dentro de um quarto com o ar condicionado ligado, xingando pessoas aleatórias no twitter enquanto trajava apenas cuecas. Tudo o de sempre. Meus pais já dormiam há horas quando, mesmo com fone de ouvido, no canto oposto da casa e com a porta fechada, começo a ouvir o choro da pobre e solitária Izabel.

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O fã.

Eu sempre fui adepto das avaliações. Acho que, quando bem formulados, os testes e avaliações são os melhores niveladores que a sociedade pode ter e, em consequência disso, são sua ferramenta mais importante. Por exemplo – imagine um mundo em que, para ter acesso ao livre arbítrio, o ser humano tivesse de ser avaliado em diversas áreas, como cultura, conhecimentos gerais e pensamento. Uma vez que reprovasse, estaria provado que aquela criatura não merece o livre arbítrio, afinal, daquela boca só sairá bosta. Viveríamos em um mundo sem funk, Michel Teló, fãs do Justin Bieber e eleitores do PT, por exemplo.

Uma das situações em que eu acredito que avaliações meticulosas seriam úteis é a de ser fã. Veja bem, o pseudônimo “fã” anda mais deturpado que o de beleza – e olha que o Ronaldinho Gaúcho e o Neymar foram considerados os gatos do Brasileirão.

Desde o fenômeno beetlomaníaco que o conceito de fã se resumiu a uma infinidade de minas com as coxas molhadas gritando os agudos mais altos que conseguissem. Os fãs tornaram-se sinônimo de “groupie menor de idade”, o que, por si só, é um conceito excludente a todos os homens que se consideram fãs de alguma coisa.

o nome disso é PUTARIA, PU-TA-RI-A, e essas minas merecem é uns bons TABEFES, não coraçõezinhos do Pe Lanza.

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Apresentando a fera

O nome é Belinha. Mas ninguém vai chamá-la de Belinha, né?


Atualmente:

Música: Canção da Noite
Banda: Fresno
Livro: Sherlock Holmes
Série:
How I Met Your Mother

Destaques

Um rolê em Madureira: 918 e 919 nunca tiveram uma diferença tão grande na minha vida. Essa diferença somado com a insano desejo do destino de me foder, causou uma peripécia de tremer as cuecas.

Ensino Médio deturpando sonhos:

Apesar do Ensino Médio ser repleto de conhecimentos babacas os quais nunca terão a menor utilidade em nossas vidas, ele pode desmentir algumas informações as quais fizeram você acreditar ser verdade por toda sua vida.

Adão era digno de respeito: Além de não precisar usar cuecas e dar a primeira bimbada da história, Adão ainda não precisa viver momentos constrangedores pelo fato de existir outras pessoas no mundo. Porque falamos tanto de Jesus tendo um herói bíblico desses?



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