Senhores, este blog acabou. Há muito tempo, mas só agora defini.

Criei o blog com 13 anos e alcancei um relativo sucesso com ele, criando uma legião – podemos chamar assim? – de leitores ávidos. A questão é: eu mudei. Eu sou outra pessoa.

Meu jeito de pensar mudou, meu jeito de enxergar a vida mudou, meu jeito de escrever mudou e, principalmente, meu jeito de interpretar isso tudo mudou.

Sei que vocês sempre esperam que eu escreva mais um texto do Almeida se fodendo, mas essas coisas não acontecem mais na minha vida – e, quando acontecem, eu as interpreto de outra forma.

Se eu melhorei ou piorei, juro que não sei dizer – mas aconteceu.

Se vocês ainda quiserem saber o que se passa na vida do Almeida, calma, é possível! Escrever é um vício meu, e não ia parar só por que fiquei diferente. Criei um novo blog, com outra cara e outro nome – puta que pariu, quase 20 anos e um blog chamado NERD CALCULISTA? Imagine a cena de vocês falando pra alguém:

“então, eu tenho um blog”
“sério? qual o nome dele?”
“Nerd Calculista”

Eu passei por isso numa entrevista de emprego.

E chegando numa mina.

Meu novo blog agora se chama Estábulo. Olha, tem uma foto mó legal do Louis Garrel em La Belle Persone e tudo. Meio hipster, eu sei, mas desde que eu pensei “wow, devia fazer um banner” pensei nessa foto e nunca me ocorreu mudá-la. Ela foi feita pra ele.

O blog tem página no Facebook e tudo mais.

Se você achá-lo um saco mas quiser me seguir em redes sociais em que eu continuo sendo o Almeida palhaço e odiável de sempre, existe meu twitter e ofacebook.

Todos nós te amamos, Nerd Calculista. Principalmente quando você me fez ganhar dinheiro do adsense.

Mas, igual ao dinheiro, você acabou mais rápido do que todos esperávamos.

E vai fazer falta.

Até mais, e obrigado pelos peixes!

O senso comum dos que não pensam.

Eu gosto de dividir as pessoas em três segmentos – as que pensam, as que fingem que pensam (o que já demonstra que elas tem noção de que o certo é pensar, o que faz com que elas sejam quase seres pensantes) e as que simplesmente não conseguem transmitir nenhum impulso elétrico por aquela rede de neurônios que desembocam no cérebro.

Esses seres não-pensantes formam aquela massa de acéfalos semianalfabetos que agem por impulsos inconscientes, quase como se fossem porcos bípedes, e o mais admirável que podemos esperar deles é que sobrevivam por alguns anos sem esquecer de respirar ou engasgar com a própria saliva.

É senso comum olhar feio para tudo o que essa massa não-pensante gosta. Pense aí em todas as coisas que é senso comum odiar: One Direction, Justin Bieber, Globo, Nicholas Sparks, Restart, Funk. Essa lista de coisas odiáveis poderia continuar ad eternum. Isso se dá pelo fato de que a quantidade de pessoas não-pensantes supera vexaminosamente a quantidade de pessoas pensantes no mundo. Costumamos achar que pensar é uma característica inerente ao ser humano, quando, na verdade, é uma qualidade que apenas uma porcentagem ínfima da população mundial detém.

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Sobre todas as coisas que decorrem de vinte centavos.


Marcos vibrou – Companheiro, vamos colocar 10 mil pessoas na rua!
Animado, Franklin resolveu exagerar – Que isso! Vamos botar 50 mil!

Já se falava em 70 mil pessoas e muitos aventuravam 100 mil. A Cinelândia estava completamente tomada.
De cima, a visão era a de um espetáculo inédito. As pessoas iam chegando como nos últimos tempos só chegavam ao Maracanã ou aos desfiles de escolas de samba: em grupos alegres, aos poucos, carregando cartazes com palavras de ordem que identificavam os setores – professores, bancários, estudantes, mães, garis, engenheiros, arquitetos, médicos, padres.

(…)Ainda há um clima pesado de apreensão. Tudo corre em ordem, mas nas conversas há um certo medo: será que a polícia não vai mesmo aparecer? Tudo indica que não, mas nunca se sabe.

Papéis picados começam a cair dos edifícios enquanto novas passeatas continuam a chegar à Cinelândia.

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BAAAAM! Isso mesmo!! Um texto novo!!!!!

Olá, amiguinhos.

Como vão os senhores?

Ontem eu tive um dia daqueles que só eu tenho.

Mas comecemos pelo começo.

No terceiro ano, eu estudei português feito um corno. Aliás, acredito que um corno tenha estudado menos português do que eu. Eu fazia tantas questões de português que eu decorei os exemplos até hoje. Posso citar Soneto de Fidelidade a qualquer instante, da mesma forma que posso citar um exemplo de oração subordinada substantiva subjetiva envolvendo a Joelma.

Esse estudo era visando a prova da ufrj, que sempre foi o meu objetivo. A questão é que, pouquíssimos meses antes da ufrj, após mais uma reunião da cúpula internacional de pessoas que gostam de foder o Almeida, decidiu-se que a ufrj aderiria ao enem e não haveria essa prova.

Como qualquer analfabeto sabe – principalmente os analfabetos, aliás -, o enem cobra tanto português quanto astrofísica. Todo o meu árduo estudo me foi tão útil quanto lavar a calçada com baldes d’água – sério, por que vocês fazem isso, caras?

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Treta no Busão

Nos últimos três dias eu desbravei as fronteiras geográficas do Rio de Janeiro e fui diversas vezes para a Barra da Tijuca – que, para os desavisados, é, na falta da uma palavra melhor, um lugar horroroso. Mas, por algum motivo, o destino me fez ter grandes amizades lá e vez ou outra algum evento ocorre (como o musical em que fui hoje).

A ida para lá é um martírio. O ônibus é cheio, é quente, as pessoas são feias, os lugares são ruins e engarrafados, e ele ainda fica se metendo em um monte de ruazinha até que BUM, tal qual uma ejaculação precoce no dia em que a excitação foi mais alta que o bom senso e vocês não usaram camisinha, o ônibus chega à barra. Eu sempre vou com meu livrinho, minha musiquinha e mal percebo a viagem, mas acredito que para pessoas não-tão-autistas seja um sacrifício.

A volta, por outro lado, costuma ser mais fácil. Volto de noite, quase sem ninguém no ônibus, sem trânsito e a escuridão me impede de ver os transeuntes horrorosos da Freguesia. Ah, a Freguesia. Um rápido adendo sobre a Freguesia – que lugar lindo e charmoso é aquele, amigos. Anteontem o ônibus teve que parar no meio da rua pois um PORCO e um CAVALO estavam atravessando a rua. E foi lá também que entrou a moça que protagonizará a história que se segue.

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The Rise and Fall of Belinha

Os maias eram uns troxas mesmo. Não bastando terem sido exterminados pelos espanhóis – pelo amor de deus, quem é que é exterminado pelos espanhóis? -, ainda erraram naquela história do fim do mundo. 2012 não foi o ano do fim do mundo: foi apenas o ano do começo do fim. E digo isso com ciência, pois sou eu que acolho, alimento e dou um lar ao monstro que nos exterminará de tal maneira que nem Goku conseguirá evitar o óbito da humanidade.

o cãoçador de almas

Te falar – eu não gosto de cães. Eles babam, correm, mijam, cagam e babam um pouco mais. Eles são tão interessantes quanto um idoso em coma com o intestino desregulado. Mas este cão, largando mão de táticas negras de hipnose e fofura angariou um certo carinho e afeto deste que vos escreve tão imparcialmente.

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Quem é teu Deus?

(Não é um texto de religião, amigo. Calma.)

(((INAUGURANDO a sessão Filosofia Barata, que outrora era minha coluninha no site NSN:Br, mas que agora postarei aqui também. São textos mais sérios e reflexivos sobre coisas que a gente pensa quando percebe o quão idiota é tudo o que a gente pensa no resto do tempo.)))

Começo o texto fazendo essa pergunta não só aos religiosos – pessoas que seguem qualquer religião -, mas aos ateus também. A tua estranheza sobre essa pergunta é justamente o assunto desse texto.

Eu sou adepto de uma teoria (que formulei depois de ler alguns textos de Nietzsche e de Freud) ((aliás, caralho, quão prepotente é um cara que lê trechinhos de Nietzsche por hobby querer formular uma teoria sobre a humanidade?)) que é basicamente assim: o ser humano é oco. Independente de nossa religião, precisamos creditar nossas alegrias, nossas esperanças, nossas expectativas, em alguma coisa. Somos impotentes para simplesmente acreditarmos em nós mesmos como perfeitos, então criamos imagens de perfeições que nos encham por dentro.

Religiosos adotam a imagem de Deus como perfeita. E os que se dizem agnósticos e ateus? Todos criam, inclusive eles – é uma característica intrínseca do ser humano.

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Atualmente:

Música: Canção da Noite
Banda: Fresno
Livro: Sherlock Holmes
Série:
How I Met Your Mother

Destaques

Um rolê em Madureira: 918 e 919 nunca tiveram uma diferença tão grande na minha vida. Essa diferença somado com a insano desejo do destino de me foder, causou uma peripécia de tremer as cuecas.

Ensino Médio deturpando sonhos:

Apesar do Ensino Médio ser repleto de conhecimentos babacas os quais nunca terão a menor utilidade em nossas vidas, ele pode desmentir algumas informações as quais fizeram você acreditar ser verdade por toda sua vida.

Adão era digno de respeito: Além de não precisar usar cuecas e dar a primeira bimbada da história, Adão ainda não precisa viver momentos constrangedores pelo fato de existir outras pessoas no mundo. Porque falamos tanto de Jesus tendo um herói bíblico desses?



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