Sobre todas as coisas que decorrem de vinte centavos.


Marcos vibrou – Companheiro, vamos colocar 10 mil pessoas na rua!
Animado, Franklin resolveu exagerar – Que isso! Vamos botar 50 mil!

Já se falava em 70 mil pessoas e muitos aventuravam 100 mil. A Cinelândia estava completamente tomada.
De cima, a visão era a de um espetáculo inédito. As pessoas iam chegando como nos últimos tempos só chegavam ao Maracanã ou aos desfiles de escolas de samba: em grupos alegres, aos poucos, carregando cartazes com palavras de ordem que identificavam os setores – professores, bancários, estudantes, mães, garis, engenheiros, arquitetos, médicos, padres.

(…)Ainda há um clima pesado de apreensão. Tudo corre em ordem, mas nas conversas há um certo medo: será que a polícia não vai mesmo aparecer? Tudo indica que não, mas nunca se sabe.

Papéis picados começam a cair dos edifícios enquanto novas passeatas continuam a chegar à Cinelândia.



(…)A passeata começava a se movimentar em direção à Candelária. Em ordem, os manifestantes tomaram então o caminho da avenida Rio Branco, cujo trânsito havia sido desviado pela polícia. Das janelas dos edifícios caía uma chuva de papel picados. Os estudantes olham pra cima e gritavam: “desce, desce”. Para os populares que assistam das calçadas, o convite era outro: “você, que é explorado, não fique aí parado!”. Essas rimas, repetidas por milhares de vozes, de forma cadenciada, compunham uma espécie de canção sem melodia, feita só de ritmo, mas ao mesmo tempo sonora, marcial, coletiva.

A visão daquela ensolarada tarde de junho, com as pessoas sentadinhas no asfalto do cruzamento da Rio Branco com a Presidente Vargas, era de converter incrédulos. Certamente, graças a Deus, não só cessara a chuva que caíra de madrugada, permitindo que elas pudessem se sentar no chão, como tudo tinha dado milagrosamente certo.

(…)De qualquer maneira, para a época, a concentração da Cinelândia foi um marco simbólico da força do povo – dos seus sonhos e, também, das suas limitações, como se veria depois.

Essa aí foi a descrição do Zuenir Ventura, em 1989, sobre a Passeata dos Cem Mil de 1968. Aos 15 anos, li esse livro pela primeira vez e a parada mudou a minha cabeça. Eu estudava num colégio de freiras no qual a maioria dos estudantes formavam aquele estigma de brasileiro médio que Gilberto Freire descreve perfeitamente com as palavras “pessoas medianamente cultas, mas na verdade quase tão espontâneas quanto as iletradas”. O colégio sempre foi hipócrita no sentido de instigar um pensamento próprio no aluno, mas ceifar qualquer fecho de luz que representasse um.

Depois de ler esse livro, meti na cabeça que queria formar um grêmio estudantil no cacete do colégio. Eu ia revolucionar Ramos, aquele bairrozinho residencial de classe média-baixa cujo único diferencial era ter o meu colégio.

Fui até a frente da turma, falei com todo mundo sobre a ideia revolucionária e determinante para o futuro da sociedade, e obtive a tal da “reação tão espontânea quanto a de pessoas iletradas”: fui ignorado. Tudo bem. Não esperava nada de mais de uma turma que, um dia após a vitória da Dilma nas eleições, preferia conversar sobre o jogo do Vasco contra o Catanduvense.

Entrei em contato com um amigo que era líder de movimento estudantil. Ele super me apoiou a criar o grêmio e disse que iria no colégio pra dar uma palestra pra convencer aqueles ignorantes a pararem de cheirar a própria bunda e tentassem se ligar no fato de que o preço do croissant da cantina crescia mais rápido do que a inflação na Grécia.

Acontece que essa palestra aconteceu no mesmo dia em que o Atlético Mineiro ganhou o Campeonato Brasileiro de 2012.

Fui, por fim, ao encontro da minha professora de sociologia e do professor de geografia, os caras que sempre disseram que o estudante deveria ser ativo, revolucionário e o escambal, e eles me disseram que “não poderiam me apoiar pois poria o emprego deles em risco”. Caceta!

Me vi, então, desolado tal como a Besta Fera quando me pede um pedaço do Carré do meu almoço e eu o como inteiro sozinho.

Desisti daquele cacete. Nas eleições de 2012, mais um fiapo de esperança surgiu no meu inconsciente. Eu acompanhava o CQC, que fazia uma cobertura bem transparente – diga o que você quiser, seu pseudointelectual de merda, CQC é um programa mais informativo do que a maioria dos programas e jornais da Globo – e via toda a movimentação pró-Freixo nas redes sociais. O resultado, todo mundo sabe, foi vexaminoso.

Minha posição quanto à política ficou muito parecida com minha posição quanto a ter uma namorada: quero mais é que se foda. Espero que aconteça alguma coisa, mas não vou correr atrás. Até por que não adiantaria de nada.

Hoje, olhando pra trás, penso que foi melhor. Tudo se encaixou perfeitamente. Desde eu ter sido criado em um meio de ~brasileiros médios~ (aprendi esse termo na faculdade, na aula dum professor que analisa as camadas ignorantes da sociedade como se fossem ratos de laboratório) até eu não ter passado no vestibular em 2011. Tudo culminou para eu ter acabado de entrar na UFRJ, a faculdade mais politizada do país, exatamente no momento em que “as pessoas” decidiram botar o pau pra fora e bater com ele na cara da politicagem safada e sem vergonha.

Coloquei “as pessoas” entre aspas por que, manos, não se enganem. Quando citamos 100 mil na Rio Branco, falamos de 100 mil jovens minimamente politizados e intelectualizados, e alguns mais velhos que são exceções. Sábado, antes da passeata, chamei todos os meus amigos pra ela e fui genuinamente ignorado. Quando postei no facebook chamando o pessoal, fui novamente ignorado. Na aula de Teoria da Comunicação, aprendi a diferença entre “multidão” e “público”. A multidão é a massa irracional, o público é o grupo racional. Tivemos, na Rio Branco, um público de 100 mil pessoas. Temos, no Rio de Janeiro, uma multidão de 17 milhões.

Sim, manos. Foi perfeito.

Era segunda feira, dia 17. Acordei cedo, fui pra academia, arrumei a mochila minuciosamente e me preparei psicologicamente pelo que, eu sentia no fundo, seria um dia histórico. Coloquei minha camisa branca – achei o tal “White day” uma parada meio ufanista, meio Marcha Para Jesus, mas animei e fortaleci – e fui pra faculdade. Já pressenti que o dia tava bacana quando notei que a menina do meu lado no ônibus tava ouvindo Beeshop e puxei assunto com ela. Eu não puxo assunto nem com meus amigos, quem dirá pessoas no ônibus. A aura do dia era diferente.

A faculdade parecia um mundo paralelo. Todo mundo de branco, todo mundo animado pra passeata, todo mundo discutindo os acontecimentos políticos do fim de semana, enquanto, na rua, todo mundo tava mais preocupado em como coçar a virilha por cima da calça jeans sem que mais ninguém na rua percebesse.

A aula terminou mais cedo do que de costume – os professores liberaram a gente pra passeata, até por que, se não o fizessem, nós sairíamos de sala da mesma forma, e os que ficassem, não se concentrariam, já que ninguém conseguia pensar em nada além de sair logo dali.

A primeira concentração foi no campus, onde a rapeize organizou e foi pro centro.

Aqui, manos, reitero– isso não foi um movimento das multidões. Foi de um seleto grupo. Enquanto andávamos rumo à passeata, ouvíamos desde “isso aí! Vão lá e destruam tudo mesmo!” de pessoas que eram “““super politizadas””” mas não se davam ao trabalho de ir até a passeata, até “tomara que esses vagabundos tomem muito tiro de borracha na cara”.

O clima de apreensão e hostilidade, o vento que batia forte, o cheiro de mijo, as canções que o grupinho de ativistas sequelados da faculdade tentavam puxar, tudo compactuava para eu ter ainda mais certeza de que estávamos fazendo a porra da história ali.

Chegamos no IFCS e foi como se, novamente, chegássemos em um mundo paralelo, mas, nesse novo mundo, as pessoas não cochichavam mais, e sim gritavam em megafones, pulavam, balançavam bandeiras, se pintavam, entoavam ritos e marchas, convidavam transeuntes e escreviam cartazes.

Garanto que não tinha menos de 10 mil pessoas ali, naquela concentração única da UFRJ. Entrei no facebook pelo celular e vi que o diretor da Faculdade de Direito da UFRJ tinha liberado o prédio pras pessoas se protegerem em caso de rolar alguma merda com a PM. Os consulados de outros países também eram fortalezas inabaláveis. Os professores de todos os períodos liberavam os alunos das aulas. Os estudantes de jornalismo estavam com suas câmeras pra tentar fazer um registro decente que a mídia não se preocupou em fazer até então, os de medicina se organizaram pra atender a qualquer pessoas que tenha se metido em algum acidente, e os de engenharia tavam fazendo alguma babaquice, por que é só isso que eles fazem mesmo.

E aí eu entendi por que a UFRJ é tão imprescindível pra qualquer movimento estudantil que se preze, ainda mais em tempos de UNE massageando as bolas do governo e das demais organizações estudantis mais interessadas em ideologias partidárias retardadas do que no bem do povo.

Os estudantes se encontraram com o resto da passeata e aí é tudo o que vocês já sabem. Foi lindo. Quase chorei várias vezes, e olha que, nos últimos dez anos, só chorei pontualmente duas vezes – na formatura e no término do namoro. Era uma parada transcendental. Um apaixonado por história, pelo movimento estudantil, pela oposição à ditadura, que há anos tentava mudar a mentalidade de pequenos grupos, que, de repente, se via em meio a 100 mil BRASILEIROS gritando “da copa eu abro mão, eu quero é saúde e educação”.

Nelson Rodrigues, se ainda vivo, precisaria recorrer ao Imponderável de Almeida na tentativa de descrevê-la. Era imponderável, inefável, indescritível.

Todos gritavam “quem concorda, pisca” e os prédios da Rio Branco começavam a piscar por meio dos apartamentos, que tinham as luzes acesas e apagadas seguidamente. Do alto dos prédios jogava-se papel picado, que voava e vislumbrava do alto todo o mar de pessoas. Quando gritava-se “quem não pula quer aumento”, o chão tremia pelo impacto de 100 mil pessoas pulando fervorosas em uma única avenida. E as vozes que estouravam quando alguém puxava “Ei, Cabral, vai tomar no cu!”? Essas aí eram de arrepiar os pelinhos da xurréia.

Too bad sempre ter um babaca pra fazer merda. Assim que passei pela ALERJ, já indo embora, vi uns retardados arrumando briga com a polícia. Jogavam fogos na direção dela, chamavam pra briga, gritavam, xingavam. Segui meu caminho até o ponto de ônibus e, em menos de 5 minutos, consegui ouvir os tiros. Mais tarde chegaria em casa e ficaria sabendo de toda a merda na qual estaria envolvido se me atrasasse 5 minutos.

Amanhã tem outra e eu estarei lá. Pode dar merda, posso apanhar, tomar tiro, posso não estar aqui pra descrevê-la. Mas vale a pena.

No dia seguinte, terça feira, tive que acordar 5 horas da manhã pra dar uma aula de literatura em Ipanema. Assisti o nascer do sol dentro de um ônibus, em frente à praia, e pensei com meus botões: caralho, como tem sido foda estar vivo.

 

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8 Responses to “Sobre todas as coisas que decorrem de vinte centavos.”


  1. 1 Fer 20/06/2013 às 2:55 am

    Queria escrever algo legal e inteligente porém a única coisa que vem na minha cabeça é: foda pra caralho. O texto, o que está acontecendo aqui em Sp, no Rio, em tudo que é lugar do Brasil. Tudo isso é demais. Reacendeu uma esperança dentro de todos nós. Eta sentimento bom. Também estou agradecendo por estar viva vendo tudo isso. Parabéns pelo texto 😉

  2. 2 Beatriz 20/06/2013 às 4:05 am

    Almeida, teu relato foi FODA. Talvez o mais verdadeiro sobre os protestos: o único em que dá pra ver a emoção de verdade. Falando SÓ do protesto. Sem teoria conspiratória, sem ofensa à PM,sem agressividade. Apenas a beleza do momento.

    É difícil alguém que enalteça mais os pontos positivos do que negativos e, vindo de você, fiquei surpresa. O cara mais crítico (e engraçado) que conheço deixou de criticar por um dia.

    Tem razão. A aura tá mesmo diferente ❤

  3. 3 Thaisa 20/06/2013 às 11:39 pm

    Também é bom saber que estão acontecendo muitos protestos em cidades menores que não ganham tanto destaque. O litoral de SC está fervendo também: nunca imaginaria ver mais de 10 mil pessoas nas ruas em uma cidade turística dessas fora de temporada (e que não estão jogando lixo na praia e escutando sertanejo/funk no último volume).

  4. 5 Elisa 21/06/2013 às 1:35 am

    Ótimo relato, foi exatamente o que senti quando estive no 5º ato de São Paulo e exatamente o que quero sentir mais e mais vezes.
    Andar por horas e não chegar a exaustão nunca, sempre com o sentimento de fazer parte da história e que tudo pode melhor.

  5. 6 Renata DLeon 23/06/2013 às 11:41 pm

    Nem sou leitora do seu blog, mas cara, você acabou de me ganhar! Você descreveu tudo que eu passo. Tudo! Sonho no momento em que eu vá entrar numa UFRJ da vida. Tenho 16, ainda tô no 2º do médio e sempre sofri muito com essa de tentar puxar papo sobre política e ser ignorada. É difícil se interessar pela política nesse mundo onde o que importa é a vida dos famosos. É difícil ser de humanas quando é dito como intelectual quem sabe a tal fórmula de física. Ah, e acredite em mim, o problema não é só a sociedade de classe média-baixa em que você estava inserido na época do colegial. Estudo em um colégio de classe média-alta e também tenho que conviver com pessoas alienadas. Mas na passeata da terça… (e da quinta também, óbvio que em uma proporção menor porque na quinta o Rio parecia mais palco de uma guerra civil do que uma manifestação) tudo mudou. Eu estava com gente que nem eu. Que pensa que nem eu. Que luta pelos mesmos direitos que eu. As 100 mil pessoas se tornaram uma só. Os mesmos objetivos. As mesmas indignações. A mesma necessidade de mudar o país. Não achei que ia viver pra ver isso! E eu não consegui me segurar como você… Chorei! Chorei mesmo! Chorei pelos anos de espera por esse momento, chorei pelas milhares de pessoas presentes, chorei pelos gritos de ordem, pelo nosso dinheiro que vai parar no bolso dos políticos, pelo povo que não sabe votar… Chorei por tudo. Estou realizada em ver a minha geração se mexendo e indo às ruas! Porém, espero que o fogo não se apague… e também espero que as votações do ano que vem sejam um reflexo de um povo que está cansado de ser roubado. Até porque a luta não pode acabar nas ruas… Parabéns pelo texto!

  6. 7 Letícia 12/07/2013 às 5:50 am

    Almeida, sou de São Paulo e também tive o prazer de participar da manifestação do dia 17. Acordei num clima diferente de vc, tinha prometido aos meus pais que não iria participar e me conformei com isso durante o dia. Estudo à noite na USP, e conforme ia escurecendo e eu ia recebendo notícias de quem estava lá, comecei a me perguntar o que eu estava fazendo ali ainda. A Cidade Universitária estava va-zi-a e realmente, tudo estava diferente. Encontrei uns amigos que iriam, tomei coragem e sem avisar meus pais, seguimos rumo à Faria Lima. Eu estava muito apreensiva, pois ainda havia rumores de que a polícia estava na ativa. Porém, quando chegamos, fiquei maravilhada e tudo que conseguia falar era “que lindo”. Nos juntamos ao público e eu vivi uma das melhores e mais significantes experiências da minha vida. Andei mais de 10km, e fiquei muito orgulhosa pelo que estava acontecendo. Naquele dia vi milhares de pessoas (muito mais do que qualquer jornal noticiou ou de qualquer estimativa da polícia) protestando de maneira totalmente pacífica e lotando as principais vias de acesso da capital. O trânsito, claro, ficou caótico. Mesmo quem estava querendo chegar logo em casa, dentro do carro sem saída ou nos escritórios, aceitou adiar a volta ao notar a causa dos congestionamentos e muitas dessas pessoas entraram no clima, aplaudindo quem passava na rua, acendendo as luzes ou simplesmente admirando a manifestação. Fiquei imensamente feliz por presenciar o momento pelo qual o país está passando e poder ver o povo saindo da inércia. Enfim, não consigo traduzir em palavras tudo que senti. Como vc disse, é inefável. Só queria compartilhar isso com vc, apesar da qualidade desse texto ser muito abaixo dos seus.
    Quando cheguei em casa, levei uma bronca de leve da minha mãe. Mas nenhum castigo que ela pudesse dar poderia me deixar arrependida ou fazer com que tivesse deixado de valer a pena isso tudo. Além do que, tenho certeza, que se ela tivesse minha idade, estaria lá também, fazendo parte da história.
    Espero que tudo isso não seja em vão e que o povo continue saindo às ruas exigindo seus direitos, tenho muita fé nesse nosso Brasil e sei que podemos ir muito mais longe.

  7. 8 Letícia 12/07/2013 às 5:51 am

    Esqueci de te parabenizar pelo texto, que, como sempre, estava ótimo!


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