Viva Machado!

Dom Casmurro é meu livro favorito. E sempre que eu digo isso algum pseudo-cult me pergunta “ah, então qual a sua opinião sobre Capitu? Traiu ou não?”. Invariavelmente gera-se uma discussão, pois acho que sou a única pessoa na face da Terra que acredita que Capitu era uma safada sem vergonha.

Invariavelmente eu apresento argumentos que desmontam completamente qualquer teoria da pessoa, e invariavelmente a discussão termina-se com a pessoa me ignorando. Pois bem, visto que hoje é dia do Escritor, homenagearei o maior escritor de todos os tempos com um texto sobre sua maior obra.

(P.S.: Esse texto tá lotado de spoilers. Se nunca leste Dom Casmurro, VAI LER AGORA, seu bosta! Ou ao menos assiste a série que tem no youtube, é lindíssima!)

Capitu traiu Bentinho.

I mean, é o que o narrador diz, e eu acho inconcebível você negar o que um narrador diz.

Pra mim, é a mesma coisa de dizer que não, o Harry Potter nunca foi pra Hogwarts, na real o Harry Potter é um esquizofrênico que ficava tendo ilusões embaixo da escada dos tios. Se o narrador tá dizendo e você se propôs a entrar no universo de um livro, porra, aquela é a verdade! Capitu é safada por que Bentinho assim disse! Qual o sentido de contestar o que é dito com todas as palavras pelo narrador que te acompanha desde o princípio? Narrador esse que te mostra passo a passo todos os ocorridos que o fizeram chegar nessa constatação?

O Machado explorava os personagens profundamente. Lembro muito de Memórias Póstumas, quando o Brás Cubas diz “eu gostava dela, mas ela era coxa, então nada podíamos ter”. Isso, pra mim, fala bastante sobre o estilo Machadiano. Não por causa de ser direto – muito pelo contrário, o Machado era sempre subjetivo e raramente direto assim -, mas pelo fato de que o Machado sempre criava personagens profundos. São pessoas comuns, que poderiam ser eu ou tu, mas que o autor dá tamanha profundidade aos sentimentos e pensamentos que fazem com que cada um torne-se único. E o Machado, no decorrer do livro, faz você conhecer até o mais profundo e obscuro sentimento dessa pessoa, aquela opinião que tu guarda tão escondida que tu mal percebe que a tem, e aí entra a questão do “eu gostava dela, mas ela era coxa”.

Nós conhecemos os personagens do Machado tão profundamente quanto eles mesmos. E, conhecendo Bentinho, pela minha interpretação, por ter lido Dom Casmurro 3 vezes, eu chego às minhas conclusões.

Eu as baseio na história inteira, mas tenho dois pontos que acho primordiais:

a) Bentinho não era ESQUIZOFRÊNICO, ele apenas tinha uns devaneios. I mean, ele por vezes ouvia vozes, como “tu serás feliz, Bentinho”, mas não significa que ele vai destruir um casamento por causa de um devaneio de insanidade. Até por que ele não chegou à conclusão de que Capitu o traíra de um dia pro outro. Foram vários anos, vendo a proximidade dela com Escobar, vendo o filho dele crescer e se parecer com o amigo e tal. Foram diversos fatores que somaram a um denominador comum. Não creio que ele tenha conseguido viver em um mundo completamente imaginário por tanto tempo, afinal, ele era uma pessoa comum, um advogado respeitado, plenamente aceito em sociedade. Não dá pra ser completamente insano e ter uma vida assim!

b) A resignação de Capitu.

“Capitu, tu me traíste!” “Ok, Bentinho, não vou discutir contigo” “Mas, mas…” “Ok, ó, vou ali na igreja, quando eu voltar a gente se separa, blz? Fmz então, abs é nóix”

É tudo uma forma de interpretação. Até por que o Bentinho raramente dizia que Capitu o traiu com todas as palavras. Deve ter dito umas duas vezes, apenas. Mas durante toda a história ele dá sinais de que Capitu era meio assanhada. Não só Bentinho, mas o próprio agregado já dizia isso. Inclusive, o primeiro diálogo do livro é justamente o agregado falando mal dos costumes de Capitu e “daquela gente do Pádua”.

E Machado fazia muito isso – pelas entrelinhas, pelas minúcias, pelas coisas subentendidas, passar a ideia.

Por fim, creio que ela ter traído não era NEM DE LONGE o que Machado queria que nós estivéssemos discutindo aqui. Em fato, acho uma grande falta de profundidade literária discutir se ela traiu ou não. Até por que Capitu foi apenas mais uma perda na vida de Bentinho. O Machado, em Dom Casmurro, queria mesmo é ilustrar o sentimento mais mórbido e nauseante que alguém pode sentir em vida – a solidão. A melancolia. O desapego.

Na vida dele houve pessoas muito importantes e Capitu foi apenas mais uma delas. Houve sua mãe, houve Escobar, houve o agregado, houve diversos. E cada um vai sumindo, um a um.

A grande ironia é que ninguém para pra se perguntar “Ué, Escobar realmente se afogou? Ué, a mãe dele morreu de doença ou de velhice?”. E ninguém pergunta isso por que é CLARAMENTE OBSOLETO. Saber isso não muda a ideia principal – era uma parte da vida de Bentinho o deixando.

Da mesma forma é Capitu. Trair ou não, não muda o fato de que contribuiu para uma vida plenamente destruída de Bentinho, e é a isso que Machado se referia. Imagino que ele ficasse indignado das pessoas não perceberem isso. Tanto que, assistindo à série, na última cena, não fica-se triste por vê-lo chorando. Fica-se triste por ver as pessoas indo embora, uma a uma, e restando apenas Bentinho em uma sala grande e vazia.

Enfim, eu posso tar falando várias merdas. Mas é isso que eu acho.

Esse livro é uma obra de arte. Da mesma forma como não se pode dizer que Mona Lisa está sorrindo, não se pode tomar uma conclusão sobre Dom Casmurro. São tudo hipóteses, opiniões, interpretações. Nos resta apenas prestigiar a maior história, feita pelo maior escritor do mundo.

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21 Responses to “Viva Machado!”


  1. 1 Kauane 25/07/2012 às 4:30 pm

    Pra mim sempre foi óbvio que a Capitu era uma adúltera safada, mesmo quando a minha professora de português interrompeu minha apresentação do livro ano passado pra falar pra turma que era uma HIPÓTESE porque o Bentinho tinha problemas de cabeça e poderia ser tudo uma ilusão criada por ele. PFVR NÉ.
    Enfim, curti o post, curti o livro quando li e acho que tu deveria fazer mais posts assim sobre outros livros. :*

  2. 2 mariana 25/07/2012 às 4:36 pm

    Ótimo texto, mesmo .

    E quanto à :

    “Invariavelmente gera-se uma discussão, pois acho que sou a única pessoa na face da Terra que acredita que Capitu era uma safada sem vergonha.”

    you’re not alone, até porque quem tem “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” não é lá essas coisas kkk ‘-‘

  3. 3 Almeida 25/07/2012 às 4:38 pm

    O problema é que aí o texto fica restrito a quem leu o livro. :/

    E nem todo livro tem uma discussão tão clara quanto Dom Casmurro D:

  4. 4 Joyce Vieira 25/07/2012 às 4:52 pm

    Pode parecer maluquice, ou não, tanto faz. Mas pra mim ela traiu sim o Bentinho. Mas o filho era dele mesmo. O ciúme transformou e distorceu tudo que ele via, e ele viu o que queria ver. Ele queria ter uma prova concreta de que ela o traiu. Quer prova maior que um filho? Pois é.
    Já li duas vezes e, sinceramente, EU SURTO junto com ele.

  5. 5 Kauane 25/07/2012 às 4:54 pm

    Sad, but true.
    Tu podia fazer resenhas críticas, então. E quem não leu o livro que deixe de ser idiota e vá ler.

  6. 6 Beatriz 25/07/2012 às 5:48 pm

    Juro que tentarei expor apenas um pouquinho das minhas muitas opiniões sobre esse assunto. Não me lembro de todas, não me lembro das principais; mas se elas forem aparecendo com o tempo, saiba que o senhor terá que aguentar muitas mentions minhas.
    Bem, gostaria de dizer logo de cara que não faço a mínima ideia se traiu ou não: concordo contigo, e acho que o livro é profundo demais pra uma discussão tão superficial. Mas, se o post é sobre isso…
    Então, Almeida, é o seguinte:
    O livro já começa com Bento sendo uma pessoa amarga, solitária e (para a época) velha. Deve-se levar em consideração que, ao escrever, tudo que ele queria era reviver a melhor época de sua vida: a juventude, onde era um rapaz sonhador e apaixonado. O próprio narrador diz que TENTA com todas as suas forças ser o mais fiel possível.
    Machado gosta de trabalhar com o psicológico de todos os seus personagens; é realista, pois retrata o humano como ele é na sua natureza mais crua. Permita-me falar (já que é minha opinião), mas Bentinho é de cara um rapaz que deixa dúvidas quanto a sua sanidade mental (afinal de contas, de médicos e loucos, todos temos um pouco!). Era um menino inocente, passou a vida inteira naquela mansão, debaixo da saia protetora da mãe. Com o passar do livro, você percebe que ele acredita piamente em José Dias (lembra-se da Europa?) e certamente deve ter dado, de certa forma, ouvidos quando ele descreve os olhos da vizinha como “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”.
    Quando Bentinho estava no seminário, uma parte que me marcou muito foi a do Imperador. Você mesmo disse que ele era um guri de devaneios constantes. Porém uma coisa é tê-los e logo em seguida voltar à realidade; e outra é ACREDITAR neles. Sim, ele por um tempo enfiou na cabeça que o Imperador iria à sua casa, falaria com sua mãe, e consentiria em tirá-lo do seminário. Outra foi a ideia de “ir às Europas em busca do consentimento do Papa”. Totalmente fora de questão.
    Nos finais de semana que visitava Capitu, tivera inúmeros ataques de ciúmes, sempre crendo que os rapazes da redondeza davam em cima dela e que ela os correspondia. Mais pra frente, o ciúme persiste durante os bailes, quando sua esposa deixa os braços à amostra.
    Bentinho não é 100% confiável.

    Agora, falemos dele adulto. Seu filho parecia-se demais com Escobar, e isso deve ter sido o estopim para a ideia de “traição”. Porém, na metade do livro, há um capitulo em que Sanchinha (amiga de infância de Capitu) estava doente, e a moça prendada foi cuidar dela. Bentinho, ao entrar na casa de Sancha, tem uma conversa IMPORTANTÍSSIMA com o pai dela. Este mostra um retrato da falecida esposa e diz que “se parece demais com Capitu”. Bentinho concorda atônito, impressionado com tamanha semelhança, enquanto o homem fala que “é incrível, mas essas coisas acontecem de vez em quando na vida” (desculpa, mas não lembro as exatas palavras dele, meu livro não está aqui perto). Acho que Machado deve ter colocado esse diálogo como prova de que o filho é de Bento; o livro é feito de mínimos detalhes.
    Percebe-se que essa ideia do filho bastardo abalou o psicológico de Bento. Como você pode me dizer que um homem que compra veneno de rato e, ao invés de se matar, decide de última hora matar uma criança que ele sequer sabe se é fruto de uma traição ou não? E mesmo se fosse, não seria motivo de assassinato. Repito: ele tenta matar uma criança que o ama (e que ele amou) sabendo que PODE ser o seu filho!

    Acho que isso está ficando grande e prolixo, e talvez seja a hora de um ponto final (até porque não me recordo de tudo, faz tempo que li o livro, e só li uma vez – contra três suas -)
    Mas lembre-se de uma coisa: O NARRADOR NÃO É UM TIPO DE DEUS, OK? Ainda mais quando é o próprio personagem principal. Tudo ali é muito subjetivo e dúbio. Não podemos afirmar, nem negar nada. São as memórias de uma “pessoa”, e estão sujeitas à mudanças, esquecimentos, mal entendidos, e tudo o mais. Isso mesmo que Machado tenta reproduzir.
    As coisas foram acontecendo ao redor de Bentinho, e ele não pôde fazer nada. A questão principal, pra mim, é a mudança drástica de personalidade que ele teve. As pessoas se foram, e ele acabou sozinho, casmurro. Vi a mini-série global e achei incrível uma das primeiras cenas: perceba a tristeza e melancolia do nosso narrador. É triste, mas muita gente acaba assim.E essas boas memórias são o ponto de escape.

    ***Ps.: O texto ficou grande demais pra reler, se houver algum erro me perdoe e ignore.

  7. 7 isabela 25/07/2012 às 7:13 pm

    ótimo texto como sempre, concordo que você devia postar mais sobre livros… fica muito bomm! Sempre achei que ela não tinha traído ele, mas depois do seu post vou ler o livro de novo..

  8. 8 Patrícia 25/07/2012 às 10:10 pm

    Achei mt bom o seu texto, mas ainda acredito na inocência da Capitu.
    Ao meu ver, o Bentinho sempre viu o Escobar como alguém mais ‘out there’ que ele, do mesmo jeito que Capitu. E todo mundo que defende a Capitu insiste em falar que Bentinho era louco, ou qualquer coisa parecida. Não, ele não era, ele era ciumento, e pessoas ciumentas criam teorias que justificam o ciúme que sentem.

  9. 9 amanda 26/07/2012 às 9:57 pm

    Li algumas obras de Machado também, e simplesmente me surpreendo, entre outros estilos Machadiano, o modo como ele “conversa” com o leitor,detalhando profundamente suas características, sendo para mim: ” os olhos de cigana oblíqua e dissimulada”, a mais marcante.
    Ótimos texto, por sinal, e realmente concordo com tua opinião..

  10. 10 raquel 27/07/2012 às 4:42 pm

    não concordo, bentinho só era extremamente paranoico e capitu era uma santa com muita paciência mas vejo que vc sabe convencer..kkk

    as vezes as pessoas param de discutir a traição com vc pq percebem que vc não irá relevar os pensamentos delas, não conheço vc por isso não leve em consideração se eu estiver errada..

    concordo com vc quando diz que o assunto principal nao é a capitu, e sim, percebemos que ele se envolve em solidão mas após estudar somente um semestre de psicologia vejo que a solidão de bento era causada muito também por ele mesm. Uma das coisas que os seres humanos mais tentam fazer é a manutenção da auto estima, bentinho fazia a manutenção de sua baixo auto estima, vendo que era solitário ele se conformou com esse estado e começou a afastar as pessoas próximas dele para manter essa sua visão, evitando a dissonância.

  11. 11 Mariana 28/07/2012 às 6:09 am

    “[…]pois acho que sou a única pessoa na face da Terra que acredita que Capitu era uma safada sem vergonha.” Não, não é!

  12. 12 vane 30/07/2012 às 9:14 pm

    Eu fico meio na dúvida, mas acabo pendendo pro lado que ela não traiu. Quer dizer, ele observa o filho crescer e ficar parecido com Escobar, mas quando Bentinho vai até a casa de Sancha ele vê um quadro da mãe dela e o pai da Sancha (não lembro o nome) diz que ela e Capitu são muito parecidas, mas não eram parentes de nenhuma forma. Sem falar que desde o começo do livro Bentinho se mostra ciumento, não acho que ele tivesse problemas, mas sim que talvez ele fosse ciumento demais e acabasse vendo coisa onde não tem.
    Aliás, eu sempre me perguntei como Escobar morreu. Tá, ele se afogou, mas não me lembro (Preguiça de pegar o livro na estante) de Machado explicar o motivo de ele ter se afogado.
    Enfim, também não acho legal essa ser a maior discussão em cima da obra, que é uma, mas é interessante o fato de que ninguém conseguiu realmente provar algo depois de tanto tempo.
    Ótimo post almeida, acho que você chegou bem no ponto da solidão e de ele ter perdido todos que amava.
    Tenho cá comigo a opinião de que a arte não deve, de jeito nenhum, ser compreendida.

  13. 13 Fátima Helena 06/08/2012 às 1:09 am

    O Machado, em Dom Casmurro, queria mesmo é ilustrar o sentimento mais mórbido e nauseante que alguém pode sentir em vida – a solidão. A melancolia. O desapego.
    -x-
    Bem que você podia ter feito esse post quando eu fiz a prova sobre esse livro hahaha tudo bem, eu tirei 10 mas esse argumento é muito bom 🙂

  14. 14 Tati Otonashi 06/08/2012 às 4:50 pm

    “Esse livro é uma obra de arte. Da mesma forma como não se pode dizer que Mona Lisa está sorrindo, não se pode tomar uma conclusão sobre Dom Casmurro. São tudo hipóteses, opiniões, interpretações. Nos resta apenas prestigiar a maior história, feita pelo maior escritor do mundo.”

    A unica parte em que concordo do post. ;p

  15. 15 Brenda 16/09/2012 às 12:14 am

    Eu tbm sempre achei que a Capitu era safada e traiu o Bentinho

  16. 16 Carol 08/10/2012 às 5:22 pm

    Concordo contigo! Li o comentario e você falou simplismente tudo que eu acho em relação ao livro… E digo mais: não acredito que ela tenha o traído.

  17. 17 Stephanie Vapsys 03/11/2012 às 9:29 pm

    minha teoria é q Capitu era a maior galinha, traia Bentinho com todos e o Escobar descobriu e ia contar pro Bentinho pq eles eram BFFFFFFF e ai a Capitu matou-o afogado!! Por isso aquele olhar no caixão, pq ela o matou…. E sabe-se lá de quem era o filho dele, de qlquer um da região rs

  18. 18 Marian 07/11/2012 às 9:12 pm

    Nossa, que ótimo, achei esse site(blog), caiu do céu, do nada, é ótimo, gosto de como escreve, e justamente fui ler sobre Dom Casmurro, hoje, na minha aula, fizemos um julgamento da Capitu, eu a representei, e obviamente, me defendi, acredito que Capitu seja inocente, mas também concordo que se basear em imaginação seja besteira.Gostei, nem parece que esse blog foi escrito por alguém desde os 13 anos, e agora tem 18! Tenho 15 e não alcanço sua escrita com 13. ótimo, adorei.

  19. 19 Fmattosa 17/11/2012 às 7:32 pm

    Realmente, com certeza, Dom Casmurro é sem igual.
    Tanto o livro, quanto a série, são embriagantes e encantadores..
    E eu adoro quando você faz esses comentários sobre livros.

  20. 20 Gabriela 29/11/2012 às 11:07 pm

    Nunca achei que Capitu traiu Bentinho. Esse post não tira essa ideia da minha cabeça. Bom, você está certo em dizer que não se pode descordar do que o narrador diz, mas acho que isso só se aplica quando o narrador é onisciente. O narrador-personagem é o pensamento e as ideias do próprio Bentinho! O que nós que lemos o livro sabemos é a visão de Bentinho da história… Os vários comportamentos suspeitos de Capitu poderiam, na realidade, não terem sido o que foi descrito. Afinal, nós involuntariamente e inconscientemente mudamos o que foi vivido. Não estou chamando Bentinho de esquizofrênico e sim, que ele enxergou na história o que quis enxergar. O que foi um olhar simpático de Capitu para Escobar, pode ter sido visto como um olhar de desejo aos olhos de Bentinho. Bentinho dizia o que achava sobre a história. Muitas vezes achamos que pessoas estão com certa intenção, mas só a própria pessoa sabe o que pensa e o que sente. Veja bem, já fui traída. Digo, ao meu ver, o que aconteceu foi uma traição. O meu então ex namorado terminou comigo pra ficar com uma menina – e, aliás, ficaram no dia seguinte do meu término. Eu acho que ele me traiu (os sentimentos, a confiança). Ele acha que isso não foi nem um tipo de traição. Estou contando os dois lados da história. Mas se eu escrevesse um livro sobre isso, diria que ele me traiu. Só diria isso. Não contaria que foi um dia depois, etc. Contaria a minha visão e somente ela. E bem, muita gente ficaria dividida entre traiu e não traiu.
    Escrevi isso pelo celular… Espero que ele não tenha corrigido alguma palavra de forma errada. É isso. Só gostaria de mostrar um dos meus argumentos. Aliás, bom texto! :c


  1. 1 Se botar a mulherada na vitrine não vai valer R$1,99. « Nerd Calculista Trackback em 28/11/2012 às 11:42 pm

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