Um texto sério.

Lá pelos idos de 2010, quando vi que meus textos estavam atingindo uma considerável quantidade de adolescentes, formei com um amigo um blog de política. Eis que a parada faliu, uma vez que esses adolescentes de bosta de hoje em dia tão pouco se fodendo pra política. No entanto, jurei para os poucos e fiéis leitores que, vez ou outra, lançaria um texto sério e informativo aqui no blog.

Há mais de um ano que não faço isso. Mas ontem, em especial, tava lendo um livro de Zuenir Ventura em que ele entrevista César Benjamin, o Cesinha, que ainda aos 14 anos já era um dos revolucionários que lutaram contra a ditadura de 68. Aos 17 anos já foi preso e com pouco mais de 20 já havia fundado o PT com o Lula – partido do qual ele saiu, e explica isso também na entrevista.

A parada realmente faz a gente refletir sobre o Brasil. É meio que um daqueles textos que rodam em correntes de emails, só que este, além de ser muito melhor, nunca rodou. Leiam, vale a pena.

Segue um trecho:

Mas, pelo jeito, você acha que o Brasil está longe de dar certo, não?
A atual crise brasileira é muito grande [o livro é de 2008]. E, lamentavelmente, o sistema político que substituiu o regime militar falhou, pois não é capaz de gestar alternativas nacionais consistentes. (…) Não ouvimos mais falar na esperança-Brasil, mas sim no custo-Brasil. Estamos saindo da história.

Mas e o Bolsa Família, o Pac…?
Ô, Zuenir! O Bolsa Família é uma migalha: transfere 0,3% do PIB. Dá 60 reais a cada família, em média. Isso representa 15 reais por mês por pessoa, 50 centavos por dia, um pãozinho! Se o nosso horizonte de expectativas passou a ser esse, se considerarmos isso uma grande conquista, então nos tornamos um povo de quinta categoria.

(…)

Você fala do PAC. Muitas críticas se podem fazer ao Plano de Metas de JK ou o PND do Geisel, mas eles mudaram o Brasil. Traduziram um esforço intelectual sério, buscavam levar a economia brasileira a novos patamares. O PAC é intelectualmente indigente(…) ele não tem visão de futuro, não propõe nenhuma mudança, não tem qualidade. Serve para o Lula viajar, inaugurando insignificâncias e promessas.

O aspecto mais relevante, no Brasil contemporâneo, é a ascensão da mediocridade. Não apenas o governo, mas a sociedade. Pensamos pequeno, fazemos tudo malfeito e compensamos com doses cavalares de marketing. Nem sempre foi assim.  No início da década de 1950, o Brasil contratou uma equipe de geólogos, chefiada por um norte-americano, para descobrir petróleo aqui. Eles escreveram um parecer, dizendo que não tínhamos petróleo. O país ficou indignado. Getúlio respondeu criando a Petrobrás. (…) Nós reagimos com base na nossa auto-estima, em uma visão de futuro, na crença de que éramos capazes de fazer, e acertamos na mosca. Achamos petróleo iverossímil.

(…) Havia uma ideia no Brasil de que poderíamos reagir ativamente aos desafios vindos do sistema internacional.

O que seria uma visão a longo prazo?
Deixe-me dar um exemplo. Estamos vivendo o fim do ciclo do petróleo, que no século XX se associou às técnicas metal-mecânicas. Há uma nova família de técnicas que será decisiva no século XXI: as bio-tecnologias. A grande matéria-prima das biotecnologias é a diversidade genética, e o Brasil dispõe de 60% da diversidade genética do mundo. Não precisamos procurá-la sob terra ou mar, está na Amazônia, expondo-se de modo exuberante.

Hoje, porém, não somos capazes de fazer, em relação às biotecnologias, o que Getúlio fez com o Petróleo. Por que a Petrobrás é tão poderosa? Porque reúne um núcleo de mais ou menos 7 mil brasileiros de alto nível técnico organizados numa estrutura que tem uma sinergia de saberes. O Brasil precisaria criar hoje uma Petrobrás da biotecnologia, para, daqui há dez ou quinze anos, assumirmos a vanguarda em um setor novo, de ponta. Mas o sistema político brasileiro sequer percebe que esse tipo de questão existe. Nos limitamos a medir, a cada ano, quanto destruímos de floresta para extrair madeira e plantar soja ou pastagem, atividades do período Neolítico.

Eu poderia dar inúmero exemplos, mas me sinto falando sozinho. Os partidos estão preocupados em costurar alianças para as eleições municipais. O horizonte deles termina aí.

E sobre a educação, o que você tem a dizer?
Todos sabem que a educação no Brasil é um desastre. A cada ano, jogamos na rua multidões de analfabetos funcionais. Aprendem a soletrar o nome, a ler o letreiro de um ônibus, mas não são capazes de escrever uma carta. Há tempos, uma notícia chamou minha atenção. Um rapaz de 20 anos foi preso por furto. Ele estava na escola desde os 8 anos, e na delegacia mandou um bilhete para a mãe. O bilhete era quase indecifrável, parecia escrito em língua estrangeira. Estava na escola há doze anos e não conseguia escrever quatro linhas! (…)

O que de mais urgente precisaria ser feito nesse campo?
O economista Márcio Pochmann, da Unicamp, fez um cáculo interessante: que esforço o Brasil teria que fazer pra atingir, em dez anos, o nível que o Chile tem hoje na escola de segundo grau? O resultado é: teríamos de criar 5,7 milhões de novas vagas no ensino médio, formar 120 mil professores, criar 100 mil novas turmas, construir 50 mil salas de aulas. Se o governo Lula dissesse “Eu não vou fazer isso tudo, mas vou começar a fazer, vou começar uma revolução na educação”, eu o apoiaria. Só bastava isso. Mas o que ele faz? O ProUni, um engodo. Como as faculdades privadas cresceram muito no governo FHC e ficaram com capacidade ociosa, o Lula compra vagas nessas escolas de péssima qualidade e as oferece para cursos à noite. Isso é brincar com o Brasil.

A estrutura do ensino superior brasileiro não é adequada às necessidades do país, pois as faculdades privadas se multiplicaram sem controle(…) e enfrentar isso exige uma grandeza que perdemos. Estamos sempre em busca das soluções mais fáceis, que invariavelmente desembocam no marketing. Enquanto oferecemos cursos ruins e baratos, com professores desestimulados, a China está formando 80 mil doutores em física, a Finlândia assumiu a ponta das telecomunicações, a Índia é o novo pólo mundial da informática.

(…) Estamos virando um país em que tudo é malfeitinho: o professor não dá uma aula decente, passa trabalho; o aluno não aprende, faz trabalho pra ganhar nota; o Congresso Nacional vira uma casa de despachantes, a polícia arma o bandido. As instituições deixam de funcionar, substituídas por uma enorme farsa. Taí uma coisa que me faria apoiar o governo: “Vou convocar a sociedade para, juntos, fazermos as coisas funcionarem. Professor vai dar aula de boa qualidade, congressista vai debater questões relevantes e fazer leis, juiz vai julgar e polícia combater o crime”. Já seria um bom programa de governo… mas o exemplo deveria vir, é claro, do próprio governo.”

****

Só na minha cabeça começou a passar um filme? Ao mesmo tempo que lembrei de professores lixos que tive, que cagavam para o ensino, contrastei com professores realmente bons que fizeram a diferença na minha vida. Ao mesmo tempo que vi alunos ridículos cagarem para o estudo, contrastei com alunos esforçados que hoje são grandes pessoas – e olha que estão com 18 anos.

O problema é que o elenco do lado ruim é muito maior que o do lado bom, nesse filme.

Do mesmo jeito que o número de pessoas que pararam de ler esse texto logo no segundo parágrafo, quando eu citei a palavra “política”, é maior que o número de pessoas que leem esta frase agora.

Nos unamos e vamos tentar convencer esses manés a serem alguém na vida. Nunca veja alguém jogar a vida no lixo e não façam nada. Tentem, pelo menos. Alguns podem dar valor ao que tu disser, outros não. Os que não, que se fodam. Toda unanimidade é burra, é preciso gente retardada pra darmos valor a quem merece.

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29 Responses to “Um texto sério.”


  1. 1 Lari 15/01/2012 às 2:00 am

    muito inteligente, muito bem pensado, bem estruturado…. nossa almeida, obrigada por compartilhar e comentar também… Bons comentários, poucos, mas bons. Excelentes.

  2. 2 ju 15/01/2012 às 2:01 am

    entrevista foda e realmente te faz pensar. é realmente uma pena que a grande maioria das pessoas não vão ler esse texto todo.

  3. 3 Fer 15/01/2012 às 2:04 am

    “O problema é que o elenco do lado ruim é muito maior que o do lado bom, nesse filme.”
    Eu discordo, eu penso que o elenco do lado ruim está crescendo e crescendo apenas porque o elenco do lado bom, ao invés de denunciar toda essa porcaria, eles apenas se calam porque a esperança de fazer um brasil melhor já se foi faz tempo com toda essa corrupção.
    Eu fico bem triste de pensar que a gente vive no meio de todos esses erros e não fazemos nada, ou o que fazemos não é o bastante, aliás, nós fazemos algo? Sei lá, eu ficaria feliz em estudar só pra ajudar o país e o mundo, mas como a maioria, ninguém toma uma atitude e quem toma acaba se tornando ridículo, infelizmente.

  4. 4 Paola 15/01/2012 às 2:04 am

    Gostei da tua iniciativa de fazer esse post aqui. Acho que é preciso que os jovens tomem iniciativa pra mudar o país em que vivem, porque os mais velhos já estão acomodados/conformados e não farão esforço pra mudar o sistema, e você faz isso. Tomara que o pessoal leia tudo. Boa, meids 😀

  5. 5 mariana 15/01/2012 às 2:04 am

    essa é a verdade. o brasil precisa de pessoas que pensem adiante e grande, que realmente se importem com o país e com o futuro de quem vive aqui, não de quem cria o que mal pode ser chamado de solução pra poder tampar um buraco e ficar bem na foto. nos dias de hoje, é dificil achar um político que você possa dizer que ajudaria realmente o nosso país. e totalmente concordo sobre a biotecnológia, o petróleo não vai durar pra sempre e o que não falta pra gente é diversidade.

  6. 6 Aline 15/01/2012 às 2:11 am

    estranho… nunca comentei aqui mas acho que hoje vou ser a primeira? hehehe na minha cabeça tambem começou a passar um filme dos professores sem motivação para dar uma boa aula.hoje eu estou na faculdade e vi um professor que se achava o melhor, dando nota boa pra quem não tinha feito nada, isso sim é brincar com a educação brasileira… sei lá acho que o brasil vai demorar muito pra conseguir chegar perto do que o chile é hoje em dia, mesmo com algums ‘problemas’ que o chile tem na educação superior.

  7. 7 Sérgio 15/01/2012 às 2:15 am

    Cara, gostei do texto, o cara fala mesmo, na cara, sobre alguns dos principais problemas que não permitem o Brasil ir pra frente, se metade do que ele diz fosse feito… A gente não estaria tão na merda quanto estamos agora! O povo fica se vangloriando porque o Brasil entrou no G8, sendo que ele podia estar nas cabeças, não só em oitavo, Tem que botar alguma coisa na cabeça do povo e parar pra pensar que o Brasil pode ir pra frente! Realmente tem quem trabalhe pra isso, mas com toda certeza, como você disse, é claro que o número de pessoas que não trabalham para tal é muito superior ao de pessoas que lutam e se esforçam!
    Falow Almeida, abraço!

  8. 8 Y. 15/01/2012 às 4:45 am

    A gente se contenta com migalha. E o pior é que até os jovens que se interessam pelo futuro do Brasil não querem se envolver com política. Política é coisa de quem quer desviar dinheiro. Estamos tão acostumados com essa ideia que não tentamos mudá-la.

    Sobre os professores: Com o que eles ganham no Brasil, a grande maioria trabalha em duas ou mais escolas. Fica o dia inteiro fora de casa. Vai preparar aula quando? Fora isso, muita gente não é professor porque gosta da profissão, que foi desvalorizada a ponto de se tornar última opção. “Se nada der certo, viro professor”. Esperar uma aula boa de gente mal paga que não gosta de dar aula é pedir muito.

  9. 9 raquel 15/01/2012 às 10:52 am

    esse foi o seu texto que eu mais gostei até hoje,

    é bom de vez em quando ver que eu não sou a única revoltada,
    como meus pais são professores da secretaria de educação eu vejo o lado deles, apesar de desejarem dar boas aulas a má infraestrutura das escolas e a falta de vontade dos alunos não ajuda…
    porém a única maneira de mudar isso é como diz no próprio texto criando melhores escolas e formando mais profissionais qualificados assim como aumentar seu salário porque são raros os que se conformam em estudar 5 anos em uma faculdade para receber 800 reais

  10. 10 Marci 15/01/2012 às 3:01 pm

    eu particularmente não gosto de politica pelo simples fato de estar desesperançosa. mas sempre achei importante falar sobre coisa que nos afeta direta e indiretamente, afinal de contas, é a nossa vida que esta sendo prejudicada por causa da política.

    “Do mesmo jeito que o número de pessoas que pararam de ler esse texto logo no segundo parágrafo, quando eu citei a palavra “política”, é maior que o número de pessoas que leem esta frase agora.” euri nessa parte 😀

    enfim, adorei o post. espero que vc fale mais sobre política =)

  11. 11 Mariane Ferrari 15/01/2012 às 5:51 pm

    “Toda unanimidade é burra, é preciso gente retardada pra darmos valor a quem merece.” pois é.

    Ótimo post, Almeida. E sim, também veio à minha cabeça tudo que você disse sobre professores e alunos que cagam pros estudos e alunos que fazem a diferença.

  12. 12 Adriana 15/01/2012 às 6:11 pm

    “(…) Estamos virando um país em que tudo é malfeitinho: o professor não dá uma aula decente, passa trabalho; o aluno não aprende, faz trabalho pra ganhar nota”

    Fiquei triste porque isso me lembrou o meu pai, que é professor, mas não se esforça nem um pingo pra ensinar ou incentivar os alunos dele. E o pior é a desculpa, de “que eles não se interessam” (o que não deixa de ser verdade, mas ainda assim, acredito que o que esses alunos sofrem é de falta de incentivo, tanto em casa como na escola).

    É Meids. O texto tá muito bom, e graças a Deus não sou mais um acéfalo(a) e analfabeto funcional que parou de ler no segundo parágrafo.

  13. 13 @Grasiie 15/01/2012 às 6:17 pm

    “Só na minha cabeça começou a passar um filme?” Na cabeça de todo mundo acho que passa né? Chega a ser ridículo ficar dentro de uma sala de aula, onde as vezes o aluno sabe mais que o professor. Só que poucos ligam pra isso, e os que ligam, muitas vezes não fazem nada.

  14. 14 Nicole 15/01/2012 às 6:29 pm

    Muito boa a entrevista e melhor ainda tua iniciativa de compartilhá-la.
    A parte triste da história é pouca gente prestar atenção no texto por se tratar de política..

    Só pra constar uma coisa que me incomoda em relação a iniciativas assim.. muitas pessoas interpretam isso como o tal “fazer algo” pra mudar o país, mas é o começo apenas. Saber que tá tudo errado, todo mundo sabe. Divulgar as coisas erradas, as falhas no sistema é fácil, fase um completa. Mas fazer algo realmente não é apenas a divulgação. Pelo menos ao meu ver, fazer algo é elaborar um plano que funcione e colocá-lo em prática. Isso, eu concordo, ninguém consegue sozinho, por isso essa não deveria ser uma desculpa para continuarmos parados. ok, ninguém precisa sair agora organizando uma revolução no país. Dá pra começar exigindo resultados dos políticos, votando nos caras certos, essa coisa toda que todo mundo pode fazer e já faz, mas de qualquer jeito. Vamos levar o voto a sério, vamos levar o Brasil a sério. Isso é começar a fazer algo e entrevistas assim nos ajudam a entender um pouco mais o assunto e abrir nossos olhos. O que não dá pra continuar fazendo é achar que só isso basta, como uma grande parte das pessoas acha.

  15. 15 carol 15/01/2012 às 10:01 pm

    E ainda debocham da gente quando vamos falar sobre isso, um assunto sério e que pode mudar nossas vidas e de muitas outras pessoas. Cada dia me orgulho mais de ler esse blog fielmente, escrito por uma pessoa inteligente que não vai ser só mais um em um milhão de cegos para as gafes do governo do país e sim alguém que vá fazer a diferença. Parabéns Almeida ^^ (Fiquei tão empolgada que até escrevi com letras maiúsculas, tudo certinho haha)

  16. 16 Gabriela 15/01/2012 às 10:19 pm

    Ótima entrevista, obrigada por compartilhar conosco, meids :3

  17. 17 Ca 16/01/2012 às 12:30 am

    “Estamos virando um país em que tudo é malfeitinho: o professor não dá uma aula decente, passa trabalho; o aluno não aprende, faz trabalho pra ganhar nota; o Congresso Nacional vira uma casa de despachantes, a polícia arma o bandido. As instituições deixam de funcionar, substituídas por uma enorme farsa.” Acho que tudo o que eu ia comentar tá aí, nesse trecho. Se todo mundo buscasse se informar e não se conformar com o Brasil que a gente vê, estaria tudo melhor. Ou pelo menos teria aquela velha história de ‘eu tentei, né…’ Todos teriam noção do que acontece realmente no país e se dar conta que é necessário fazer alguma coisa pra mudar e não esperar que ser revolucionário só em rede social adiante alguma coisa.

  18. 18 Ca 16/01/2012 às 12:31 am

    ops dariam*

  19. 19 Lets 16/01/2012 às 12:50 am

    Um dos melhores posts do blog, sério, muito bom. Achei ótima essa sua iniciativa de postar algumas coisas sérias aqui de vez em quando, conseguindo chamar a atenção de algumas pessoas que não estão nem aí pra nada, pra algumas coisas que são assunto sério, coisas que estão presentes na nossa realidade, pras quais a maioria fecha os olhos e apenas se conforma, ao invés de tentar, no mínimo, entender o que acontece. E a política é o tipo de assunto que deveria ser encarado com mais seriedade, afinal, é uma obrigação nossa, e que exemplo nós vamos dar pra sociedade se nem nós, jovens, ligarmos pra esse tipo de coisa?

  20. 20 Isa 16/01/2012 às 9:18 am

    Adorei Almeida, fiquei com gostinho de quero mais da entrevista haha Enfim, realmente é importante falar de política, ainda mais com os jovens, como nós, que são os que mais tem disposição para fazer algo e mudar esse Brasil. Nunca fui muito esforçada e esse ano começo o 3o ano, e posso dizer que essas palavras, principalmente as tuas, me incentivaram ainda mais a esfregar a cara nos livros. O futuro depende de nós. MAIS POSTS COMO ESSE MEIDS!

  21. 21 iiii 17/01/2012 às 12:46 am

    Adorei de verdade, parabéns!! As vezes fico pensando também nas pessoas de antigamente, que morreram, foram exilados, torturados na esperança de um futuro melhor para nós e o que estamos fazendo pra retribuir e melhorar para as próximas gerações? Pois é, sinto também que o espírito de revolução se foi e se provavelmente você falar algo sobre isso vão rir. O povo está conformado com palhaçadas, vamos melhorar o Brasil!!!

  22. 22 Fernanda 17/01/2012 às 5:31 pm

    Adorei o texto Meida, você devia fazer mais “Textos Sérios”, ficou muito bom mesmo!
    Lendo eu lembrei exatamente de todos os meus professores, de todos os meus amigos que se deram mal e os que se deram bem! Os que votam mas mal sabem em quem estão votando! Daqueles que reclamam de tudo mas tem preguiça de assinar um abaixo assinado ou de comparecer a um debate, um protesto!
    Realmente amei o texto, parabéns!

  23. 23 Paloma 17/01/2012 às 5:56 pm

    Outro dia eu e meu esposo estávamos de carro ouvindo a band à à respeito do contraste que é a atenção que a China e o Brasil dão a educação. Lá os pais não põe os filhos na escola em troca de 15 reais mensais, põe na escola pq é sua obrigação em prol do futuro do país, pq ou eles cumprem sua parte ou são punidos.
    Agora, não confundam uma boa aula com professor carrasco, definitivamente não! O professor mais fantástico de quem tive aula na UFF chama-se João Rezende. Pensa numa aula onde o cara não cobra presença, não dá nota baseada em prova, e que mesmo assim se vc chegar atrasado na aula vai ter que se virar nos 30 pra arrumar um lugar pra sentar pq a sala fica lotada. Passamos td semana esperando aquela aula de Psicologia e História Social especificamente pq existe uma diferença grande entre um professor foda e um professor que te fode!

  24. 24 @leek4 17/01/2012 às 7:40 pm

    Parabéns, almeida!
    Que esse texto faça outras pessoas pensarem assim como ME fez pensar.
    Ótima atitude de usar a casinha calculista com o intuito de tentar abrir a cabeça do povo para a política.

  25. 25 Fernando (aka Nandão) 18/01/2012 às 1:03 am

    tl;dr

  26. 26 hana 18/01/2012 às 2:36 pm

    cara, concordo demais com tudo o que ele disse nesse texto, explica totalmente a realidade brasileira. Só acredito que muita gente, hoje, está acostumada a vida que tem, não tem mais vontade de mudar.

  27. 27 fmattosa 25/01/2012 às 5:44 pm

    “o professor não dá uma aula decente, passa trabalho; o aluno não aprende, faz trabalho pra ganhar nota; o Congresso Nacional vira uma casa de despachantes, a polícia arma o bandido. As instituições deixam de funcionar, substituídas por uma enorme farsa.” < Se fosse uma palestra, eu aplaudiría de pé.

  28. 28 fmattosa 25/01/2012 às 5:45 pm

    “Se o nosso horizonte de expectativas passou a ser esse, se considerarmos isso uma grande conquista, então nos tornamos um povo de quinta categoria.” < Esse é o problema dos Brasileiros. É um povo conformado, preguiçoso e muitas vezes burro.

  29. 29 Sandra 14/02/2012 às 1:26 pm

    Almeida, por favor diz o nome do livro. Esse post deixou um gosto de “quero mais”. Beijos


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