Inundamos a escola

Lembradores lembrarão desse post, epopéia cotidiana sobre o dia em que a mongolice generalizada que paira na minha turma fez com que uma garrafa d’água molhasse todo o chão da sala de aula, e a diretora fosse pessoalmente à nossa sala dar-nos sermão sobre o grande absurdo que era jogar água no chão.

Pois parece que temos algum problema com garrafas d’água.

Antes de começar a relatar esse acontecimento, vocês deverão estar cientes de um fato: No início desse ano entrou um outro Guilherme na minha sala. Desde que me lembro sou o único Guilherme da sala e estava muito contente com essa situação, até o ingresso do novo Guilherme na história. Este Guilherme, em um mês de aula, conseguiu fazer mais amizades do que eu em 6 anos, motivando as pessoas a nos diferenciar como “Guilherme Legal” e… “Guilherme”.

Deixo vocês adivinharem quem é o Guilherme Legal.

Pois bem. Prossigamos.

Era o intervalo da aula de tarde da quinta feira.  Estávamos todos reclamando da insistente mania do Nandão e do Jackson de soltarem flatos podres e tóxicos enquanto comemos nosso Croissant do dia. Posso estar enganado, mas o cheiro tem piorado de umas semanas pra cá.

De repente, um grupo de meninas frescas (sempre elas) solta aquele agudo típico de meninas frescas. Todos voltam os olhos para ver o que acontecia, mas elas não explicam – simplesmente saem correndo para o banheiro. Supunhetamos que era apenas mais uma artimanha para angariar atenção e nada mais. Até que, quando eu e meus amigos passávamos por baixo da janela, tomamos um banho d’água. Não exatamente um banho, apenas algumas gotas, mas eu preciso exagerar para manter a expectativa do leitor alta.

Olhamos para cima e constatamos – era o Guilherme Legal. Ele não havia descido para o intervalo justamente para arquitetar um malígno plano de molhar qualquer um que passasse embaixo da janela. Ele, no terceiro andar, jogava toda a água contida numa garrafa pela janela quando alguém estivesse passando.

Como não somos meninas frescas, rimos nossos cus para fora, saudamos o Guilherme Legal e concordamos que havia sido uma boa sacaneada. Ao que pareceu, tudo havia acabado por ali.

Mas não. Se tivesse acabado, não era uma história boa o suficiente para ser relatado em um post dessa nossa casinha calculista.

No dia seguinte, durante o intervalo, tudo corria normalmente. Comíamos nossos sagrados Croissant’s do Seu Zé, fazíamos nossas apostas para o Bolão do Brasileirão – o que graças à derrota vexaminosa do Fluminense eu perdi UM REAL – e ríamos do Luiz, no alto de seus 17 anos, com sua namorada de 13.

Minha escola tem certas peculiaridades, e uma delas é justamente o sinal para término do intervalo. Diferente de qualquer escola normal, quando termina o intervalo, o rádio da minha escola começa a tocar Nossa Senhora, do Roberto Carlos.

Imagine a cena de centenas de adolescentes cheios de hormônios comendo Croissants e agarrando meninas do ensino fundamental quando, de repente, começa a tocar Nossa Senhora.

Todos os alunos devem estar em suas respectivas salas de aula ao término da música. Como ela é relativamente grande, algumas pessoas decidem voltar para as salas logo no início, mas algumas deixam para o final. Eu faço parte do grupo que volta logo no início, justamente por causa de um trauma decorrente da história do dia em que Inundamos a sala de aula. Volto rápido para a sala para impedir que gatunos de mãos leves furtem meu material escolar. Quando chego na minha sala, eis que Guilherme Legal está, junto com amigos, jogando água pela janela novamente.

Rindo seus cus para fora, eles jogam água, esperam as pessoas olharem para cima assustadas e se escondem. Esse movimento se repetiu por todos os 6 minutos de música, e dezenas de pessoas passaram os tempos seguintes com os cabelos molhados. Eles não tinham um alvo específico – podia ser desde meninas cujos cabelos estavam chapinhados, até moleques comuns e mongolóides. Até que, acidentalmente, eles acabam molhando a inspetora. Faz-se um silêncio dramático por instantes, instala-se um clima pesado no recinto, um olha para o outro lentamente e um emissor desconhecido solta um singelo

“ihhhh, fodeu”.

Continua…

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20 Responses to “Inundamos a escola”


  1. 2 Carolina 15/06/2011 às 11:54 pm

    qual a graça de ser o first?

  2. 3 carol 15/06/2011 às 11:55 pm

    first?

  3. 4 Paula 15/06/2011 às 11:55 pm

    ai de quem falar first.

  4. 5 @nadaquerida 15/06/2011 às 11:58 pm

    Nossa você é first??? Palmas, você é babaca.

  5. 6 Malu 15/06/2011 às 11:59 pm

    quem foi o filha da puta que pediu pra dividir o post? só pra esperar pra ler o final, quem normal faz isso?

  6. 7 bobao 15/06/2011 às 11:59 pm

    VIXE já sei o fim

  7. 8 Júlia Galdino 15/06/2011 às 11:59 pm

    ”rindo seus cus pra fora” por favor evite essas expressão kkkk

  8. 9 @ebisordi 16/06/2011 às 12:00 am

    HAHAHAAH FODEO

  9. 10 anna 16/06/2011 às 12:00 am

    pensei que fosse só na minha escola que tocasse música gospel no sinal do intervalo. na verdade toca em todos, mas enfim. q

  10. 11 Ana Bárbara 16/06/2011 às 12:01 am

    “centenas de adolescentes cheios de hormônios comendo Croissants e agarrando meninas do ensino fundamental quando, de repente, começa a tocar Nossa Senhora.” Nossa Senhora! k
    espero o fim disso aí, então haha

  11. 12 @bruunamd_ 16/06/2011 às 12:01 am

    puts …

  12. 13 Ana 16/06/2011 às 12:02 am

    Senti uma inveja bonita do ‘Croissant do dia’ e entendo a tua frustração com o sinal, na minha escola é, digamos assim, um pouco pior.

  13. 14 Natália Costa 16/06/2011 às 12:04 am

    ~~momentos de tensão~~ cara não acredito que toca essa música no término do seu intervalo KKKKKKKKKK

  14. 15 @leek4 16/06/2011 às 12:42 am

    aai meu Deus.
    -expectativa-
    volte logo dos seus estudos pra contar o final, pf.

  15. 16 @ericaiscoollike 16/06/2011 às 10:56 pm

    Na minha escola tambem toca “Nossa senhora” ou melhor, tocava. Agora toca uma música do Justin Bieber ou “Two is Better than one”. As vezes as irmãs apelam pro pagode, e as vezes as velhas músicas religiosas. Bom, melhor do que era no ano passado na época da copa quando o sinal era “Waka Waka”. Imagine, seu professor de matemática idoso de idade desconhecida explicando matéria quando de repente a Shakira da um grito agudo e continuo antes de começar a cantar o refrão irritante da música. Pois é.

  16. 17 Letícia 17/06/2011 às 12:50 am

    Melhor do que no meu colégio que toca qualquer música religiosa, as 6 da manhã, na hora do intervalo, e nas aulas de educação física. E ainda resolvem rezar antes de cada aula!

  17. 18 E.L.D 17/06/2011 às 8:55 pm

    É, fudeu.

  18. 19 Alex Gama 22/06/2011 às 4:40 pm

    Pq todo mundo fica interessado em falar sobre quem e` o primeiro a comentar e nao em comentar o pst em si ? vamo criar vergonha na cara?

  19. 20 fmattosa 22/06/2011 às 4:56 pm

    “iiiiih fodeu” bordão típico, HASHSHSHSHSH
    MORRI! bem feito pra eles u_u


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