People are Strange

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Pois é, zé. Dezembro. O ano acabou. Esse ano foi memorável. E não é só porque AMANHÃ é minha formatura – cuja tem convites sobrando, já que todos, menos minha mãe, estarão trabalhando -, mas cara, esse foi um ano importante, vai. Num geral, foi uma MERDA, mas ainda assim, foi importante.


Enquanto na sexta série, meu maior problema eram as notas, já que eu quase repeti em TRÊS matérias – que foram todas recuperadas e eu acabei com um ONZE no boletim, ok – e na sétima, o maior problema eram as garotas – que também foram superadas, mas não entremos em detalhes -, agora, na oitava (nono ano, veja você), o maior problema foram… pessoas.

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Isso mesmo, pessoas!

Sim, pessoas. Coisas estranhas, como eu já mencionei antes. Eu simplesmente não tinha lá muitos amigos no início, no decorrer consegui alguns, mas no final esse número foi meio… abatido.

Ahh, janeiro. Foi o melhor mês do ano. Ou não. Passava horas e mais horas no msn, conversando com os amiguinhos internérdicos que eu havia conquistado no ano anterior. Nessa época que eu conheci a nathie, veja você. Logo no dia 15 de janeiro começaram as aulas no curso preparatório. Antes que perguntem, preparatório para provas ténicas, ok.

– Que que cê faz de tarde?

– Curso.

– De que?

– Preparatório.

– De que?

– Técnico.

– De que?

– Administração.

– Ãhm?

– …

E sério, eu odiei aquele curso, mas o primeiro mês de aula foi perfeito. As aulas aconteciam no fundo da biblioteca, numa salinha onde só tinham alunos riquinhos e mimados que realmente iam à aula em plenas férias. A maioria desses alunos percebeu a grande merda que era o curso e saiu logo no segundo mês de aula, menos eu, que sou riquinho, mimado e continuei lá. As aulas eram às 9 da manhã, durante o primeiro mês, então foi fácil me acostumar com o fato de acordar às 7 pra ir na escola no mês seguinte. Toda segunda, quarta e sexta eu ia no cursinho, numa salinha esquecida, com ar condicionado e televisão, ter duas horinhas de aula. A gente chegava, assistíamos a Ana Maria Brega acordar o glorioso Rafinha – lembra dele? – e o resto dos Big Brothers perdedores, inúteis e esquecidos e assistíamos aula de português com um professor com a língua presa. Era uma coisa linda. Eu sinto saudade de dar toco todo dia na Bianquinha e levar toco da Tati. Mas, agora, pensando direitinho, eu quero mais é que as duas explodam. Puta merda, muito baranga.

As aulas na escola começaram dia 29 de janeiro, mas como todo bom anti-social, eu faltei o primeiro dia porque tava chovendo e fiquei dormindo. Foi divertido. O chato de estar no último ano do ginásio é que os professores começam a deixar claro que se você caísse num buraco negro e fosse transportado pra uma outra dimensão onde o seu outro “eu” irá te estuprar até você morrer com câncer no ânus, não faria a menor diferença na vida dele. Então, não teve aquela primeira semana de apresentações nem nada do tipo. Professor chegava, dava a matéria e marcava o teste logo pra segunda semana de aula, já que no primeiro dia de aula depois do carnaval ia ter as provas do bimestre – provas estas que já no primeiro bimestre esclareceram quem ia passar e quem ia rodar o ano.

Os outros meses decorreram como de costume. Tive minhas peguetes, tive meus testes zerados e minhas provas gabaritadas. As amizades estavam lá embaixo, já que um amigo saiu da escola e o outro, namorando, tava mais chato que chute nas bolas. E sério, um chute bem forte na bola esquerda. Amizades internérdicas é o que há, rapaz.

Nas férias ocorreu a trágica história de ferro que lhes foi contada nesse post. Foram boas férias. Eu ficava o dia inteiro no MSN. A Nathie também. A Alsácia só entrava depois das 18:00, então eu passava pelo menos 10 horas por dia conversando com a Nathie e me fodendo pra Alsácia. Ainda não tínhamos nada além de uma amizade muito forte e uma extrema relação de dependência. Apesar de que há rumores de que havia alguns sentimentos nascendo, mas eu tento manter esse blog longe da blogosfera sentimentalista.

Agosto, primeiro mês de aula depois das férias. Logo na primeira semana a turma fora presenteada com dois testes por dia, afinal, na segunda semana as provas bimestrais nos aguardavam com um sorriso no rosto e um zero redondo no cabeçalho. Mentira, só tirei 9. E um 10 em química. Chupa essa manga. Um terço da turma já tinha desistido do ano e começava, então, os assuntos sobre provas técnicas.

Aiaiai, as pessoas passaram o ano inteiro pouco se fodendo pras provas técnicas, mas foi só o estrelinha da turma entrar pra um curso preparatório que a moda era estar em um. Eu morria de rir com as pessoas se descabelando enquanto tentavam aprender a matéria de química da CEFET, já que a professora não deu nem METADE do que cairia. Era divertido. Me pediam dicas e eu falava “Calma. Ano que vem você pode tentar de novo”. As pessoas se corroíam de raiva. Muahahaha.

Em setembro. Ahh, setembro. Foi o primeiro encontro com a nathie, como eu disse nesse post aqui. Foi nessa época que eu mandei tudo e todos pro escambal. Já tinha, praticamente, passado de ano e num agüentava mais os meus amigos que estavam mais chatos que furúnculo na virilha. Durante a aula eu dormia e durante os fins de semana eu saía com a nathie. Oh my fucked god, a vida perfeita.

Em outubro, eu conheci mais um povinho divertido lá da escola na comunidade do McFly, já que ia ter o show – que por um acaso, eu fui com a nathie e descrevi nesse post aqui – deles e eu ia de camarote. Porque camarote é melhor que pista. E tenho dito. A novidade de estar namorando foi deixando de ser novidade e aqueles momentos perfeitos que são os da “primeira semana” acabaram. Abri os olhos e percebi que metade da escola não ia muito com minha cara por causa de um acontecimento que teve aqui e eu não to muito afim de comentar.

Passei de ano completamente relaxado, não passei na escola técnica – e meu pai me joga isso na cara até hoje -, escrevi um pseudo-livro e aprendi a tocar Sweet Child O’mine no violão.

Mas ainda fica a dúvida: “Porque diabos esse ano foi uma merda?”. Simples, meu caro gafanhoto. Eu me fodi o ano inteiro. NADA me deu prazer esse ano. Eu só fui em um evento realmente bom, que foi o show do McFly e só tive uma pessoa importante: A nathie. Eu sobrevivi durante 12 meses e não aconteceu praticamente nada. Foram meses tão chatos que eu consegui resumi-los em meia dúzia de parágrafos. Se vocês perceberam, a palavra que eu mais escrevi foi “Nathie”. A namorada foi a única coisa que eu ganhei esse ano. Além de um diploma. Mas num mundo capetalista, ele é inútel.

E eu quem passei a virada de ano com a Namorida, dizendo que seria o melhor ano de nossas vidas… tsc.

[edit] Calma, namorida, você também foi super importante esse ano. Eu te amo, ok. A Inveja matou Caim. Ou Abel. Sei lá.

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1 Response to “People are Strange”


  1. 1 Alonso 10/12/2008 às 9:22 pm

    Nada a comentar sobre o post. Acho mais interessante dizer que você colocou a data da formatura errada. É amanhã, dia 11, seu vesgo.


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