Vizinhos?

É incrível a capacidade que eu tenho de não conhecer ninguém do meu prédio.

Tá certo que pessoas do meu tipo – egocêntricas e não muito sociáveis – não são muito de confabular com estranhos, muito menos “novatos”, afinal, não confabulamos nem com os antigos, vamos confabular com os novatos? Hunf, eles não merecem.

Mas essa minha capacidade me espanta cada dia mais. Meu prédio tem 4 andares e eu não faço a menor idéia de quantos apartamentos tem nessa joça, logo, tenho muito menos idéia de quantas pessoas moram nesses indecifráveis apartamentos.

Hoje eu estava indo na banca comprar a edição mensal de Bleach e vejo um velhinho entrando no apartamento do lado do meu. DE ONDE DIABOS É ESSE COROA?! Como alguém pode ter se mudado pro meu andar, morado do meu lado durante no mínimo uma semana e eu não vi? Isso não entra na minha cabeça. Eu devia pelo menos ter ouvido os batedores de caixa reclamando da vida ou o quanto a geladeira é pesada. Mas não. Lá estava o velhinho, fechando o portão – o que por acaso foi um baita vacilo, porque ele viu que eu tava saindo – diante dos meus olhos e eu não podia acreditar em como diabos ele tinha feito pra se mudar prali. Teria ele a habilidade de teletransporte herdada de Goku na saga dos andróides? Não, não é tão fácil assim transportar moléculas pelo ar com a mente, mesmo ele tendo uma idade meio avançada não seria possível ele ter descoberto tal habilidade. É preciso vidas de duros treinamentos.

Veio-me também em mente a opção dele estar visitando alguém do andar, mas não, ele estava entrando no apartamento que estava vazio a meses – não me pergunte como eu sei que estava vazio.

Aqui no prédio as mães costumam descer para conversar entre si – resumindo, falar mal do marido, dos filhos e dizer como sua devoção à deus é imensa -, e SEMPRE que eu sou chantageado emocionalmente a descer junto com ela – é mais ou menos “Ahh guiguinho, você não passa mais tempo com seus pais, desce com agente pra tomar um ventinho” – eu percebo que, de fato, não conheço porra nenhuma, pois 90% das fofocas envolvem pessoas que eu não conheço, e os outros 10% é minha mãe falando mal dos machos alfas daqui de casa.

Essa parada de chiclete tirar a atenção acontece mesmo … Tava cheio de idéia pro post, arrumei um “babalouú” e o post fica essa merda, culpem a ADAMS *lendo o pacotinho do ‘babalouú’ pra saber qual a empresa que o fez* por esse post ter sido pior do que podia ser.

[edit]Pra completar a minha exímia habilidade, eu também não sei quando os poucos vizinhos que eu conheço se mudam ou … morrem. Sim, um vizinho já morreu e eu só descobri no natal do ano seguinte.

Outro dia estava eu andando pelas ruas de rio de janeiro – um dia eu ainda falo Nova York, se deus quisé – quando vi um ex-vizinho levando a filha pra escola – que por acaso é em frente ao meu prédio. Mas poxa, se ele mora em frente a escola, porque que ele ta levando a filha vindo de outro lugar?

E essa pergunta insistia em cutucar meu buraco negro chamado mente, até que enfim eu percebi “Ah, ele mudou.”. É, ele mudou.

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Um rolê em Madureira: 918 e 919 nunca tiveram uma diferença tão grande na minha vida. Essa diferença somado com a insano desejo do destino de me foder, causou uma peripécia de tremer as cuecas.

Ensino Médio deturpando sonhos:

Apesar do Ensino Médio ser repleto de conhecimentos babacas os quais nunca terão a menor utilidade em nossas vidas, ele pode desmentir algumas informações as quais fizeram você acreditar ser verdade por toda sua vida.

Adão era digno de respeito: Além de não precisar usar cuecas e dar a primeira bimbada da história, Adão ainda não precisa viver momentos constrangedores pelo fato de existir outras pessoas no mundo. Porque falamos tanto de Jesus tendo um herói bíblico desses?



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